segunda-feira, 1 de abril de 2013

A estratégia de Marco Feliciano para manter a polêmica sobre seu nome na presidência da CDH

Declarações ajudam a manter polêmica e ajudam na
exposição do Deputado (Foto: Alexandra Martins/AC)
Feliciano fala o que quer. Ele critica o que bem entender e justifica tudo por ser pastor. Às vezes até usa cultos para mostrar sua verdadeira face. Como exemplo recente tem a afirmação de que a Comissão de Direitos Humanos era 'dominada por Satanás' e que sua missão é 'abrir os olhos' da igreja. E se a polêmica continuar, várias afirmações nessa mesma linha serão proclamadas por ele e por seus correligionários.

Na verdade várias pessoas justificam atrocidades e preconceitos com a religião, pelo fato de serem seguidores de Deus e pregadores da Bíblia e estarem acima de qualquer julgamento aqui na Terra. Ele disse no programa de Danilo Gentili que recebeu diversos convites de emissoras grandes e recusou, aceitando apenas o da Band. Atitude inteligente pois se for questionado pelas declarações pode dizer que era um programa de humor e estava brincando.

Porém as falas de Feliciano parecem cada vez mais se distanciar da pura e simples opinião e ganha ares de marketing político, religioso e pessoal. Não é possível afirmar que existe um profissional da área por trás disso tudo, mas é bem possível que o próprio pastor ou alguém da sua equipe tenha percebido isso e apostado nesse discurso, de olho na eleição de 2014. Ou no aumento de fieis, vendas de materiais multimídias e etc.

Porém, as afirmações já estão se mostrando vazias e em um círculo vicioso, uma espécie de pão e circo religioso: onde o pão pode ser justificado como a palavra de Deus e o circo é a atuação de Feliciano e tantos outros como Malafaia, que o apoia e defende em redes sociais. Isso fortalece seu nome perante os fieis/seguidores e causa a ira de quem o critica. E nos dois casos ele sai vencedor pois quem o apoia reforça sua devoção quando percebe que ele é alvo de críticas.

E para se manter vale tudo: desde afirmações em cultos à posts polêmicos e retirada fotos de redes sociais, alegando ter sido vítima de comentários maldosos. Essa é uma estratégia de manutenção da polêmica, que está fazendo muito bem para o deputado e pode repercutir positivamente na próxima eleição. Um método vazio, vicioso e repetitivo que aos poucos se torna monótono e demonstra pobreza argumentativa.

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