No início do século
XX, o Brasil era um país de economia agrícola. As produções
variavam conforme a região. O plantio do café e do algodão
representou a base da economia nacional durante os primeiros 50 anos.
Essas produções (
café e algodão), que eram centradas no eixo Rio – São Paulo,
careciam de mão de obra e o Estado começou a estimular as
imigrações internas. Segundo Sueli de Castro Gomes, pesquisadora do
Departamento de Geografia da USP, em seu artigo “Uma inserção dos
migrantes nordestinos em São Paulo: o comércio de retalhos”, no
ano de 1919 o governo do Estado de São Paulo “chegou a mandar uma
missão para o Ceará, para recrutar mão de obra”.
Em 1932, Getúlio
Vargas estabeleceu a cota dos dois terços. De cada três
trabalhadores empregados na industria ou lavoura, dois deveriam ser
brasileiros. “Com essa lei Vargas esperava resolver o problema do
excesso de estrangeiros que trabalhavam no Brasil, diminuir as
pressões demográficas na Região Nordeste e amenizar os problemas
trabalhistas existentes no País”, conta Marcos Azevedo, professor
de sociologia da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC), de
Salvador. Foi nesse período que teve início o processo migratório
descontrolado.
Estima-se que no ano de
1939 ingressaram no Estado de São Paulo 100 mil nordestinos e
mineiros. Houve uma queda nesse fluxo na década de 1940, em virtude
de um novo ciclo extrativo da borracha na Amazônia.
Essa diminuição
continuou em 1950, pois tanto a economia cafeeira declinou quanto as
necessidades econômicas de São Paulo se transformaram. A economia
não girava mais em torno da produção do café e do algodão.
Um estudo realizado
pelo Centro de Estudos Migratórios faz uma síntese sobre a migração
dos nordestinos, na qual registra que “a partir da década de 50, o
fluxo de migrantes orienta-se fundamentalmente em direção às
cidades, sobretudo para a Região Metropolitana de São Paulo”.
Apesar de tudo isso, de
todo o histórico dos nordestinos construindo e desenvolvendo as
regiões mais ao sul do país, ainda existem pessoas que alimentam
esse preconceito separatista, como se não fossemos um só e único
povo.
Ainda querem branquear
a raça. São as mesmas pessoas que agridem negros e homossexuais.
São pessoas que não percebem que, nossa força está na união.

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