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| Foto: Reprodução |
E possível ainda ler e ouvir por aí pessoas comentando que estão ricas por ter tomate em casa ou que as próximas olimpíadas distribuirão medalhas da fruta no lugar das medalhas de ouro.
A oposição criticou e ironizou com um protesto, com direito a faixa afirmando que o tomate vale ouro no governo Dilma. O líder do PT, deputado José Guimarães (CE), concordou com a realização de uma comissão geral sobre a inflação. Espera-se que ela não termine em pizza, pois o prato tem tomate em sua composição e na altura do campeonato não seria de bom tom usar a fruta assim, por qualquer motivo.
O problema ganha eco nos jornais, revistas, sites, blogs, televisões, etc., com gente falando que não o tomate é indispensável na salada e que compram quantidades mínimas para não deixar faltar. Tem gente até contrabandeando a fruta! E os agricultores já até contrataram seguranças para evitar que a produção seja roubada antes mesmo de ser levada para os centros de distribuição. Um verdadeiro escândalo: o tomategate.
Se estivéssemos em ano eleitoral, este seria, fazendo um trocadilho não intencional, um prato cheio para a oposição. Afinal de contas não é só tomate que assusta. A cesta básica está 22% mais cara segundo dados do DIEESE, apesar da desoneração feita pelo governo federal.
Primeiro foi o tomate. Mas em breve pode ser a cebola que ultrapassou a fruta na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Quem também está na lista de vilãs é a mandioca e seu principal derivado: a farinha, que aumentou mais de 150% em um ano. Outros itens que requerem atenção: leite e feijão.
Em outras palavras: bem-vindos à era do hortifrutigate, os escândalos baseados nos preços dos produtos alimentícios vegetais e seus derivados.


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