Todo empreendimento visa obter lucro. É
assim com qualquer empresa, inclusive com as empresas de comunicação.
Tenho lido muito sobre as demissões acontecidas recentemente no
Jornal o Estado de S. Paulo, o Estadão. A maioria dos críticos
colocam o jornal no papel de vilão, como se as demissões fossem
apenas capricho de algum vilão capitalista.
Quem pensa assim certamente não
compreende que uma empresa existe para lucrar. Sem lucro não seria
possível pagar o salário dos funcionários, os impostos,
matéria-prima, distribuição, encargos sociais, água e luz e
tantas outras despesas.
Foi por isso que, no ano passado, o
Jornal da Tarde foi fechado. Não era mais possível cumprir com suas
obrigações monetárias.
Não é necessário lembrar que o Jornal
da Tarde era do grupo Estado.
Tudo bem, podem dizer que foi
incompetência administrativa, que o jornal vai perder qualidade e
falir, que os jornais souberam contornar melhor a situação. O que
não dá pra dizer é que o processo de demissão de 35 funcionários
foi obra de pura maldade.
Eu me coloco na posição desses
funcionários. A maioria com uma experiência que eu, talvez, nunca
terei. Não é fácil perder o emprego, principalmente depois de
tantos anos de trabalho duro e bem realizado, mas – sempre tem um
“mas” -, se fosse possível manter esses profissionais o jornal
teria mantido.
Ninguém quer perder uma equipe de
profissionais competentes.
Desculpem se faço o papel de advogado do
diabo, mas alguém tem que fazer.

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