segunda-feira, 22 de abril de 2013

Advogado do diabo

Todo empreendimento visa obter lucro. É assim com qualquer empresa, inclusive com as empresas de comunicação. Tenho lido muito sobre as demissões acontecidas recentemente no Jornal o Estado de S. Paulo, o Estadão. A maioria dos críticos colocam o jornal no papel de vilão, como se as demissões fossem apenas capricho de algum vilão capitalista.

Quem pensa assim certamente não compreende que uma empresa existe para lucrar. Sem lucro não seria possível pagar o salário dos funcionários, os impostos, matéria-prima, distribuição, encargos sociais, água e luz e tantas outras despesas.

Foi por isso que, no ano passado, o Jornal da Tarde foi fechado. Não era mais possível cumprir com suas obrigações monetárias.

Não é necessário lembrar que o Jornal da Tarde era do grupo Estado.

Tudo bem, podem dizer que foi incompetência administrativa, que o jornal vai perder qualidade e falir, que os jornais souberam contornar melhor a situação. O que não dá pra dizer é que o processo de demissão de 35 funcionários foi obra de pura maldade.

Eu me coloco na posição desses funcionários. A maioria com uma experiência que eu, talvez, nunca terei. Não é fácil perder o emprego, principalmente depois de tantos anos de trabalho duro e bem realizado, mas – sempre tem um “mas” -, se fosse possível manter esses profissionais o jornal teria mantido.

Ninguém quer perder uma equipe de profissionais competentes.

Desculpem se faço o papel de advogado do diabo, mas alguém tem que fazer.

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