sexta-feira, 12 de abril de 2013

Serra diz que a herança do governo PT será pior que a deixada pela ditadura

José Serra discursou em conferência do PPS/George Gianni

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) disse nesta sexta-feira (12) que a herança do governo da petista Dilma Rousseff para o próximo presidente será ainda pior do que a deixada para ela por Lula, comparando-se ao que a ditadura militar deixou nas mãos de Tancredo Neves e José Sarney, e ao que Fernando Collor legou ao seu sucessor, Itamar Franco.

“Uma das heranças mais adversas que no Brasil já aconteceram, tal o número de nós e descaminhos que estão na administração federal. Vamos encontrar um país no chão”, afirmou.

Ele esteve presente na Conferência Política Nacional do PPS – A Esquerda Democrática pensa o Brasil e também fez duras críticas à administração de Dilma Rousseff, que considera patrimonialista, partidária e representa uma ameaça à democracia. “Esse grupo não aceita a independência entre Poderes, não aceita a imprensa livre. Mais ainda: não aceita a hipótese de alternância de poder”, disse.

O tucano também ironizou a condução do Executivo pelo ex-presidente Lula, observando que este deveria entrar no Guiness Book, o livro dos recordes, por três façanhas.

“Por ter quebrado a Petrobras, uma empresa monopolista, com demanda crescente, produto estratégico e grandes reservas; por ter conseguido estagnar a economia, tendo tido a maior bonança externa que o Brasil já teve desde a época da economia primária exportadora; e por ser o único presidente de origem operária que conseguiu desindustrializar o Brasil, que se aproxima dos níveis de participação na economia de 1947”, observou.

Ele disse ainda que a atuação das agências reguladoras é incompetente e que isso faz a economia crescer “a nível de subsistência” e gera investimentos desastrados em obras como a Transnordestina, a transposição do Rio São Francisco e a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Além disso, ele apontou como grandes causas da estagnação econômica o despreparo e a falta de convicção do Executivo, que “instrumentaliza a paralisia” e não pensa a médio e longo prazo.

Segundo o Jornal O Globo, Serra afirmou, sem citar Aécio Neves, que trabalha pela união interna do PSDB, no sentido de agrupar as forças que podem convergir para vencer a eleição presidencial em 2014 e que os problemas com Aécio enfrentados no passado estão zerados.

Da Agência PSDB com informações do Jornal O Globo

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