domingo, 14 de abril de 2013

Marco Feliciano e a representação do preconceito

Marco Feliciano tem preconceito contra o negro. Marco Feliciano tem preconceito contra o homossexual. Marco Feliciano repudia quem não professa a religião defendida por ele. Marco Feliciano repudia qualquer pessoa que não segue os preceitos dele. Marco Feliciano esquece que a agressão à realidade alheia, seja ela de forma verbal ou mesmo abordagem preconceituosa, é uma afronta àquilo que ensina o livro usado por ele para justificar suas ações.

A Bíblia diz, no Livro de Mateus (22:37-40), que o mandamento divino se resume na verdade a apenas dois "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento" e "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Porém, Feliciano agride toda e qualquer pessoa que não segue aquilo que ele defende. Isso desrespeita aquilo que ele prega, afinal o próximo é qualquer pessoa, não apenas aqueles que garantem a eleição ou que contribuem com o trabalho do pastor.

Nas redes sociais muitos se manifestam usando a frase "Feliciano não me representa" em postagens. Na verdade ele apenas representa um grupo, seus seguidores, e tira proveito dessa onda de protestos para garantir seus próximos passos na política. São palavras do presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, pastor José Wellington Bezerra da Costa.

O negro

Imagens: Reprodução
Na verdade Feliciano representa o preconceito. E novamente a Bíblia, que Feliciano deve conhecer e que não podemos ignorar, mostra que ele erra em seus conceitos e acerta em seus preconceitos. Ezequiel 18:1-22 elucida: "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele".

Ou seja, a maldição usada por Feliciano para justificar os problemas no continente africano não faz nenhum sentido. Os problemas existentes no país são outros e relacionados ao colonialismo. Este texto ajuda e muito na explicação desta questão.

O homossexual


Imagem: Reprodução
A maldade não tem orientação sexual. A podridão de sentimentos levantada por ele (que levariam ao ódio e ao crime) é inerente à orientação sexual. O ódio, a rejeição e o crime são alheios ao fato de uma pessoa gostar de alguém do mesmo sexo ou do sexo oposto. A maldade não tem orientação sexual. Da mesma forma a preocupação com o bem estar do próximo segue as mesmas regras.

Por outro lado a rejeição é a consumação de um pecado relacionado à ausência do segundo mandamento citado por Cristo: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". É a rejeição que leva ao crime e ao ódio. Não a orientação sexual.

Outras religiões
No vídeo abaixo ele agride a Igreja Católica a partir de 3 minutos e 10 segundos:


Cada um de nós tem um caminho a seguir no âmbito religioso. Seja ele católico, evangélico, religiões africanas, espiritismo, judaísmo ou até mesmo religião nenhuma. Isso é uma escolha pessoal que em alguns casos se liga à educação recebida dos pais e à tradição familiar.

Ao afirmar que a Igreja Católica está morta e fajuta, novamente temos a consumação de um pecado relacionado à ausência do segundo mandamento citado por Cristo: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Negar isso ou agir contrário à essa regra é, simplesmente, ser contra o ensinamento daquEle que embasa as pregações do próprio pastor. Algo contraditório.

Afinal se Deus é amor, conforme pregam todos os que nEle acreditam, insultar outros caminhos de segui-Lo, e é essa a conduta de Feliciano, é uma forma de semear o ódio, o crime e a rejeição. Com isso, se torna impossível não fazer referência ao tweet de Feliciano sobre os homossexuais, onde ele afirma que o ódio, o crime e a rejeição são causados, inclusive, pelos sentimentos homoafetivos. Pura ironia.

Para ser preconceituoso não é preciso ser gay, lésbica, católico, evangélico, negro, branco, rico, pobre ou qualquer outra condição religiosa/afetiva/racial/social entre diversas possibilidades. Basta não aceitar alguém do jeito que ele é sem conhecer a história, a vida e a personalidade do outro. Basta ter seus valores como absolutos, únicos, e verdadeiros e acreditar que quem não os segue está errado e é inferior aos demais.

Basta, portanto, deixar de praticar um dos mandamentos que, dentro ou fora do cristianismo, é aquilo que se mostrou como a forma mais eficiente de convívio social: "amar o próximo como a ti mesmo". E isso quer dizer respeito, educação, benevolência, entre outras coisas. Todas fundamentais para qualquer pessoa.

Até mesmo para quem está na presidência da Comissão de Direitos Humanos.

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