Com a aproximação das promoções de fim de ano, também chega a hora de repaginar a decoração e deixar a casa preparada para o novo ano. É quase um ritual, cumprido à risca. Vale tudo: desde um sofá ou uma estante novos a uma simples mudança de posição nos móveis.
Entretanto, cada vez mais os sofás velhos, as camas e mesas que também já tem algum tempo de uso estão sendo trocados por móveis novos. Dados do início de 2012 do instituto Data Popular mostram que os brasileiros aumentaram o valor com a aquisição de móveis em cerca de 56,8% em dez anos. Ou seja: já alcançamos o patamar de R$ 19,4 bilhões por ano em gastos com móveis novos para a casa. Se continuar assim, vem mais lixo jogado por aí.
Por um lado isso é bastante positivo. Mantém a indústria e a economia funcionando, gera empregos e oportunidades. Porém tem um impacto preocupante. A lei da física é clara: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço e muitos dos móveis descartados são abandonados nas ruas, calçadas e terrenos. O resultado: problemas!
Móveis abandonados nas calçadas impedem que os pedestres passem, eles seguem o caminho pela rua e podem ser atropelados ou atrapalham o trânsito. Além disso, um móvel jogado sempre traz outros entulhos e lixo, o que atrai animais como ratos e baratas. E quando chove a situação é ainda pior com as enchentes. Ruas alagadas, carros parados e possibilidade de contaminação por doenças como a leptospirose.
A solução é ter conscientização e descartar o móvel velho no local certo. Ou doar, revender, reusar. O descarte inadequado, além dos incômodos, também provocam gastos desnecessários nas administrações públicas e no fim todo mundo paga a conta.


0 comentários :
Postar um comentário