No Brasil é comum o lançamento de versões de qualidade duvidosa de alguns modismos estrangeiros. Isso acontece em diversos mercados e o mundo da música teve um exemplo recente com a versão do Latino para a canção Gangnam Style.
E parece que essa mania de copiar e adaptar chegou ao varejo. Ao ser convertido para uma versão brasileira, o conceito de Black Friday, que poderia ser chamada de sexta-feira negra, também foi adaptado. Ao invés de descontos, tivemos maquiagem. Todo mundo achou que estava fazendo um bom negócio, mas não foi bem assim.
A campanha virtual prometia descontos de 40% a 50% e aconteceu no dia 23 de novembro, mas a redução dos preços não foi sentida. As reclamações nas redes sociais eram de preços iguais aos praticados nos dias anteriores e, o que é pior, reajuste nos valores dos itens. Agora, mais do que reclamações são os números que comprovam que a sexta-feira negra não foi tão escura assim.
Uma pesquisa feita pelo Programa de Administração de Varejo (Provar) aponta aquilo que muita gente viu na prática e comentou pela internet. Foram analisados 1728 produtos e quase metade deles, ou 47,5%, não teve nenhuma alteração no preço. Nem antes, nem depois da "black friday".
Além disso, alguns valores subiram 8,5% nos dias 21 e 22 de novembro e o dia da prometida promoção registrou alta de 0,06% na média. A pesquisa conclui também que não é possível afirmar que houve de fato uma promoção que seguisse à risca a proposta da Black Friday.
Ou seja, tivemos "black friday" de mentirinha. Tanto que na ocasião sete redes varejistas foram multadas pelo Procon Mas a mentira tem perna curta e foi desmascarada por internautas horas depois de começar, e agora um órgão de pesquisa aponta o mesmo. Só resta saber se a black friday brasileira vai continuar a existir e ser negra apenas para os bolsos de quem compra.


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