![]() |
| Foto: Antonio Cruz/ABr |
"E o que é capaz o homem, em um extremo de maldade e selvageria, de intentar para o extermínio de um povo por ser diferente dele mesmo; e na outra ponta, a bravura, a coragem e resistência de quem se levanta diante tantas atrocidades", refletiu Renan sobre o episódio.
Racismo e intolerância
Renan Calheiros disse que o ato de resistência contra os nazistas, que já tinham levado ao campo de extermínio de Treblinka cerca de 310 mil judeus, foi uma tentativa sobre-humana de sobrevivência. Durante a insurreição, morreram cerca de 13 mil judeus morreram. "Inúmeras são as produções cinematográficas que nos mostram os horrores por que passaram...e creio que cada um de nós pode puxar da memória uma cena em especial, de desespero, de agonia e de sofrimento extremo de famílias inteiras serem arrastadas para os camburões que os levariam à morte", afirmou o senador.
Segundo o presidente do Senado, muitas lições podem ser tiradas do episódio, pois o racismo não morreu e permanece sendo um grande desafio para todos os povos e nações. "A intolerância ainda continua viva e pode ser constatada em diversos aspectos de nossas vidas", afirmou.
"O Brasil é reconhecido mundialmente como um país que recebe de braços abertos os imigrantes que por aqui aportam. Não por outro motivo, nosso passaporte é o mais ambicionado por falsificadores, já que um brasileiro pode ter a cara de um indivíduo de qualquer etnia existente no mundo. Aqui se falam várias línguas. Aqui temos muitas gastronomias. Aqui se dançam diversos ritmos. Aqui professamos muitas religiões. Não deixemos, pois, que os nossos preconceitos transformem o Brasil em uma nação de intolerância, seja ela qual for: racial, cultural, regional, religiosa, de orientação sexual", acrescentou Renan Calheiros.
Da Agência Senado


0 comentários :
Postar um comentário