| Foto: Geraldo Magela/Agência Senado |
A avaliação foi feita durante discurso em que ele analisou o golpe militar de 1964, abordando as reformas de base que estavam sendo debatidas à época e que foram abortadas pelo novo regime. Em sua opinião, muita coisa também deixou de ser feita desde então, sendo o mais importante uma reforma educacional que garanta aos filhos dos pobres uma escola pública com a mesma qualidade apresentada naquelas onde estão os filhos da elite nacional.
- Continuamos tendo que aumentar o número de pessoas que, para sobreviver, recebem a aposentadoria rural ou o Bolsa-Família, apenas porque não fizemos a verdadeira reforma educacional, aquela que assegura escola igual para todos os brasileiros – defendeu.
O senador assinalou que insiste no assunto, embora isso possa parecer repetitivo, por entender como “imoral” a desigualdade educacional. Lembrou que por muito tempo o país também aceitou como “natural” a escravidão, até que veio a Lei Áurea. Aproveitou para destacar como um recente avanço a aprovação da chamada PEC das Domésticas, que estendeu à categoria todos os direitos trabalhistas.
- Mas não houve a abolição total das necessidades de nossas trabalhadoras domésticas: a verdadeira será quando o filho da empregada doméstica estudar na mesma escola do filho da patroa, ou, se quiserem, uma escola com a mesma qualidade oferecida para o filho da patroa – assinalou.
Da Agência Senado

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