sexta-feira, 5 de abril de 2013

Cristovam Buarque critica bolsa família e classifica como “imoral” a desigualdade educacional no Brasil

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) criticou em Plenário, nesta sexta-feira (5), o tom de comemoração nos anúncios oficiais de aumento de beneficiários do programa Bolsa-Família. A seu ver, o que mereceria ser celebrado é exatamente o contrário: a redução do número de pessoas que precisam de bolsas para sobreviver, graças a uma formação educacional que lhes permita evoluir com autonomia.

A avaliação foi feita durante discurso em que ele analisou o golpe militar de 1964, abordando as reformas de base que estavam sendo debatidas à época e que foram abortadas pelo novo regime. Em sua opinião, muita coisa também deixou de ser feita desde então, sendo o mais importante uma reforma educacional que garanta aos filhos dos pobres uma escola pública com a mesma qualidade apresentada naquelas onde estão os filhos da elite nacional.

- Continuamos tendo que aumentar o número de pessoas que, para sobreviver, recebem a aposentadoria rural ou o Bolsa-Família, apenas porque não fizemos a verdadeira reforma educacional, aquela que assegura escola igual para todos os brasileiros – defendeu.

O senador assinalou que insiste no assunto, embora isso possa parecer repetitivo, por entender como “imoral” a desigualdade educacional. Lembrou que por muito tempo o país também aceitou como “natural” a escravidão, até que veio a Lei Áurea. Aproveitou para destacar como um recente avanço a aprovação da chamada PEC das Domésticas, que estendeu à categoria todos os direitos trabalhistas.

- Mas não houve a abolição total das necessidades de nossas trabalhadoras domésticas: a verdadeira será quando o filho da empregada doméstica estudar na mesma escola do filho da patroa, ou, se quiserem, uma escola com a mesma qualidade oferecida para o filho da patroa – assinalou.

Da Agência Senado

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