domingo, 24 de março de 2013

"Lugar de religião é na Igreja", afirma presidente do Partido Trabalhista Cristão

Feliciano enfrenta protestos em diversos setores da sociedade 
(Foto: Alexandra Martins / Câmara dos Deputados)
Além das revoltas nas redes sociais e das manifestações de Elza e Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, membros do Membros do Partido Trabalhista Cristão (PTC), Partido da Social Democracia Cristã (PSDC) e do Partido Republicano Brasileiro (PRB), fizeram críticas contra o deputado federal.

"Ele tem um ponto de vista irreversível, firme e preconceituoso, o que não condiz com um parlamentar. (...) O Brasil não pode se tornar um Irã e ao Paquistão. Lugar de religião é na Igreja", afirma Daniel Tourinho, presidente e fundador do Partido Trabalhista Cristão (PTC) ao jornal Brasil Econômico.

Ainda ao jornal, membros dos três partidos afirmam que a postura de Feliciano e suas declarações que são tidas como racistas e homofóbicas, desrespeita a Constituição. "Se Feliciano desrespeitou as premissas da constituição, ele não corresponde ao que esperamos de um homem público", aponta o vice-presidente do PSDC.

O prazo final para o partido de Feliciano se pronunciar sobre o problema é nesta terça-feira (26). Por enquanto, ele permanece irredutível e afirmando que continua na presidência da CDH. A seu favor estão seus seguidores, que mandam palavras de apoio em redes sociais. Porém vale lembrar que a imagem do partido do deputado, o Partido Social Cristão (PSC), está sendo arranhada com toda essa manifestação pois além da acusação de racismo e homofobia, ele também é contrário às causas das feministas.

Vários protestos contra Feliciano aconteceram no fim de semana pelo país. Um deles foi na Avenida Paulista: um grupo realizou um beijaço gay na praça do ciclista. Para engrossar o coro contra Feliciano, um grupo de brasileiros em Paris realizou uma manifestação contra a nomeação do deputado para a presidência da CDH.

Só resta saber se o partido vai querer se livrar dessa superexposição causada pela revolta contra Feliciano ou se vai continuar sustentando essa situação. Vale lembrar que até o Presidente da Câmara, Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu a saída de Marco Feliciano e classificou como insustentável a situação do presidente da CDH.

E assim a próxima terça-feira ganha ares de dia de final de campeonato. Só esperamos que os direitos humanos ganhem essa batalha e não os interesses políticos-eleitoreiros.

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1 comentários :

  1. Não gosto de ser pessimista, mas acho que essa história não vai dar em nada.
    Os motivos para isso tudo já são políticos-eleitoreiros.
    Sai Feliciano e entra Bossonaro, que já disse que aceitaria a presidência. Pelo o que venho lendo, e me corrijam se eu falo algo bobo, o acordo foi dessa comissão ser presidida por alguém do PSC.
    Dos 18 (acho) parlamentáres, 12 são da bancada evangélica.
    Conheço vários evangélicos, pessoas maravilhosas, mas infelizmente não é o mesmo que eu posso dizer da bancada que os representa na câmara.
    Intransigentes, inflexíveis, retrógrados e infelizes em suas declarações.
    Só vejo a câmara ficar falando de decoro parlamentar, mas nada se fez a atitude de Bossonaro contra os protestantes (que o protesto lhes é de direito), de mostrar uma placa com algo como "queimar rosca todo dia".
    Isso é postura de alguém que se diz parlamentar ou alguém em uma comissão de direitos humanos?

    Vejam os vídeos deles. Comercializam com Deus e só pensam em aumentar seus cofres, nada mais. Eles não pensam em seus fieis, quanto mais em direitos humanos.

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