terça-feira, 19 de março de 2013

Enchentes e desmoronamentos: sempre mais do mesmo

Queda de árvore interdita entrada de bairro 

no Rio de JaneiroFoto: Tássia Thum / G1
Foi assim em 2009. Foi assim em 2010. Foi assim em 2011. Foi assim em 2012. E em 2013 não é diferente. O cenário é o mesmo. Os atores em muitos casos também são os mesmos. A tristeza, entretanto, é diferente, é maior. É como se repetíssemos a notícia: mortos em deslizamentos e enchentes. Em alguns casos mudam-se apenas as localidades: este ano foi em cidades como Petrópolis e Magé, no Rio de Janeiro, estado que praticamente sofre com o problema todo ano, em Cubatão e em São Sebastião, em São Paulo. Mas já foi em estados de diversas regiões, de norte a sul do Brasil

As histórias de perdas familiares se repetem e se mesclam com o agravamento de problemas como desmoronamentos e vários prejuízos materiais. Fora os deslizamentos de barreiras que interditam rodovias. Não faltam relatos de heróis que tentam ajudar e sacrificam a vida. Gente que ajuda na busca por vizinhos desaparecidos na lama e depois são encontrados mortos entre os escombros.

Em 2011 o Brasil esteve em terceiro lugar em um relatório das Organizações das Nações Unidas com os maiores desastres naturais. E a cada ano as ações para evitar tais problemas aparecem apenas após a tragédia e o drama. Após as mortes e os prejuízos. São anunciados milhões de reais para sanar o problema, dinheiro que poderia ser aplicado antes para evitar o problema. Entretanto, a vida de um familiar perdido não tem preço. Falta vontade política e é preciso abandonar o corporativismo na hora de nomear secretários e buscar o tecnicismo.

As causas são variadas e incluem ocupação desordenada e/ou mal planejada. É preciso impedir que casas sejam construídas em áreas de risco mesmo que sejam adotadas medidas drásticas e conscientizadoras se for preciso. Porém, tão importante quanto isso é garantir que as pessoas tenham onde construir, onde morar.

A presidente Dilma Rousseff disse que "vão ter de ser tomadas medidas um pouco mais drásticas para que as pessoas não fiquem nas regiões que não podem ficar, porque aí não tem prevenção que dê conta. Não pode deixar construir. Em uma questão de emergência, a pessoa tem que sair. Tem que ter essa consciência", afirma.

E esse descuido custa caro pois é pago com a vida filhos, mães e pais. Alguns inclusive da mesma família. Às vezes até famílias inteiras são levadas.

E para quem acompanha fica a sensação de mais do mesmo. Sempre.

Casa ilhada em Nova Fribrugo (Foto: Márvio Filho/G1)

0 comentários :

Postar um comentário