sexta-feira, 29 de março de 2013

Agressão a jovens gays argentinos em nome do Papa? Não é bem assim!

Vi aqui que dois jovens foram agredidos na Argentina em nome do Papa. Na verdade não se pode acusar o Papa. Os agressores disseram que fizeram isso por causa do pontífice, mas a maldade humana utiliza diversos absurdos para justificar seus atos.

O papa foi acusado nessa situação, assim como o pastor de uma outra religião pode ter sido acusado. Não existe fala do Papa nem documento incentivando tal ato. Aliás, a agressão corporal não parece fazer parte do discurso e das orientações do Pontífice.

Justificar os atos com base na religião e em figuras religiosas é um comportamento antigo e já foi usado por fieis de diversas vertentes: de Budistas a Católicos, passando por Evangélicos, islamitas e até mesmo pelas Testemunhas de Jeová, além de seitas religiosas muitas vezes não cristãs que pregam o suicídio coletivo. Aqui tem uma lista com 8 atrocidades cometidas em nome da religião.

Vale aqui recordar o caso do cartunista Glauco e de seu filho, mortos por um estudante que havia frequentado a igreja fundada pelo artista e que cometeu o crime pois queria levar Glauco para mostrar à mulher que o cartunista era Jesus Cristo. O que levou o assassino a atirar contra pai e filho não foram esclarecidos.

Isso está mais ligado ao fanatismo religioso e, no caso específico dos jovens argentinos, aliado a um patriotismo exagerado em virtude da nacionalidade da figura religiosa em questão. A maldade humana não tem sexo muito menos religião.

Há gente boa e gente má em todas as vertentes sociais possíveis: gays, héteros, católicos, evangélicos, brancos, negros, entre outras. Cada uma delas escolhe o bode expiatório para sua maldade. Alguns chegam até a usar Deus.

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