quinta-feira, 21 de março de 2013

A falta de bom senso dos seguidores de Marco Feliciano

Foto: Reprodução/Internet
Após muita polêmica por causa de declarações preconceituosas em redes sociais, entrevistas, vídeos e pregações, os seguidores e talvez também eleitores do Deputado Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, começaram a se manifestar nas redes sociais com mensagens de apoio ao pastor-deputado.

No Twitter, Feliciano republicou várias delas. E eis que novos absurdos começaram a surgir. São vários e a maioria usam palavras de incentivo, mostrando que ele visa se mostrar forte e garantir uma possível reeleição. Veja alguns deles
Talvez este seja o mais absurdo. Existe um senso comum de que qualquer situação desfavorável à própria vontade é "ditadura". Um modismo. E um modismo impensado e sem fundamento. Se de fato vivêssemos em um ditadura desta ou daquela religião ou comportamento, quem fosse contra o regime dominante não poderia sequer expressar a sua opinião.
Este deixa claro que Feliciano está fazendo isso em uma espécie de campanha eleitoral antecipada para 2014. Porém, dizer que "nao se joga pedra em arvore q nao frutifica (sic)" pode ser considerado contraditório. Afinal quem começou com as pedras foi Feliciano, jogando-as contra negros, gays, lésbicas e até contra mulheres que buscam por seus direitos. E por falar em pedras, o pastor (e pelo visto também os seus seguidores) gostam de condenar e julgar usando a Bíblia para justificar verdadeiras atrocidades. E mais ainda: religiosos que são, esquecem que o mesmo livro usado por eles para atacar ensina: aquele que não tem nenhum pecado deve atirar a primeira pedra.
Na verdade quem está se aproveitando dessa situação para aparecer não são os opositores de Feliciano. Mas quem demonstra essa atitude é o próprio pastor que faz uma espécie de campanha demonstrando um papel de vítima de acusações infundadas, mesmo com imagens capturadas e links que comprovam suas declarações. Além disso, a cada tentativa de defesa ele levanta acusações contra gays e lésbicas.

Basear uma discussão apenas no preconceito (seja ele de cor, credo, raça, religião, identidade sexual, entre outros) é o que não se espera de um presidente de Comissão de Direitos Humanos. E é isso que desqualifica Feliciano para o cargo, não o fato de ser evangélico, cristão ou por vivermos em uma pseudo declarada "ditadura".

Além disso, como escrevi anteriormente, cego intelectual que demonstra ser, Feliciano chega a afirmar que a principal vítima de seus ataques, os homossexuais, são responsáveis por diversos crimes, ódio e degradação familiar. No meio heterossexual o quadro não é diferente. Basta lembrarmos de casos como mães heterossexuais que jogam filhos pela janela e de filhas e namorado, ambos heterossexuais, que matam familiares.

Na verdade a maldade não tem orientação sexual. E o trabalho da Comissão de Direitos Humanos deve respeitar os ditos direitos humanos. E isso vale para quem a preside.

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