quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ricos vivem em favelas durante fórum de Davos
























Via Exame.com. Comento logo depois:
ONG coloca ricos para viver em favelas em DavosAproveitando a presença de executivos, economistas e chefes de estado, organização levou seu projeto mundial para a Suíça

Uma ONG com sede em Hong Kong decidiu que a melhor forma de fazer as pessoas entenderem o que é viver abaixo da linha da pobreza, é mostrando na prática as dificuldades. A Crossroads Foundation tem um projeto batizado de Global X-periences, no qual leva para diversas partes do mundo simulações do que é viver com pouco dinheiro.

A organização aproveitou o Fórum Econômico Mundial, que está acontecendo em Davos, na Suíça, para mostrar para CEOs, economistas renomados e chefes de estado o que é viver com poucas condições financeiras.

Para isso, instalou casas que simulam uma favela e levou o desafio Struggle For Survival (paper bag simulation), algo como Luta pela sobrevivência (desafio da sacola de papel). Nessa atividade, os participantes são convidados a fabricar sacolas com jornal e cola simples e convencer as pessoas a comprar o material. A renda deve ser suficiente para pagar as contas de casa e comprar comida para toda a família.

A ideia de levar o projeto para Davos é aproveitar a concentração de nomes ilustres para promover conscientização. As fotos acima mostram Paul Bulcke, CEO da Nestlé, e sua esposa, Marlene, participando das simulações paralelas ao Fórum.

O vídeo abaixo mostra como é o desafio montado em Davos. Segundo a ONG, quase metade da população mundial vive com menos de 2,50 dólares por dia. A maior parte dessas pessoas está presa em um ciclo de pobreza. Nas imagens, a ONG justifica a ideia com um provérbio africano. “Para entender um homem, você precisa primeiro andar com os sapatos dele”.
Criar teorias sobre a pobreza e a miséria não é a melhor forma de resolvê-las. É preciso colocar a mão na massa e conviver com a situação para só então podermos dimensionar corretamente. Ou caso contrário caímos no risco de criar projetos assistencialistas com base no famoso "achismo".

Essa é mais uma daquelas iniciativas que deveriam ser multiplicadas e realizadas com frequência, para que não fique uma coisa realizada para "suíço" ver. 

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