Após a tragédia na boate Kiss em Santa Maria (RS), um verdadeiro mutirão se formou em todo o Brasil. Autoridades decidiram fazer vistoria em casas noturnas para evitar que uma novo acidente nos mesmo moldes volte a acontecer. Além disso, várias denúncias anônimas de irregularidade foram feitas e várias casas noturnas foram fechadas no país.
Entretanto, não adianta realizar uma blitz nos dias e semanas seguintes, e um ou dois meses depois não se ouvir mais falar de nenhuma ação nesse sentido. Não adianta prevenir logo depois de um susto e após um tempo não se fazer mais nada, ou corremos o risco de não agir de forma preventiva mas sim aplicando o remédio quando a doença já está em fase bem avançada ou terminal.
Para evitarmos que o problema aconteça em outras casas noturnas, é preciso vistoriar sempre, punir quando alvarás estiverem vencidos, impossibilitar funcionamento quando documentos estiverem faltando e não deixar que artefatos potencialmente perigosos façam parte de apresentações.
É preciso ainda a união e atenção de todos os envolvidos: autoridades e sociedade civil, principalmente por parte dos frequentadores desses ambientes. Todos temos uma parcela de responsabilidade nesse processo: é preciso realizar vistorias, cobrar prazos, aplicar punições, realizar denúncias.
E aos responsáveis pelo entretenimento, é mais do que preciso ter responsabilidade e garantir a segurança.
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