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| Foto: Reprodução/Facebook |
O próprio criador da personagem "Irmã Zuleide" admitiu que usou uma foto aleatória, encontrada na internet, como se fosse algo natural, e como se isso minimizasse a responsabilidade dele. Na verdade aumenta pois ele se aproveitou da imagem de outra pessoa para satirizar um grupo, o que causou constrangimento à verdadeira dona da foto que relatou ter virado motivo de chacota na cidade em que mora. Ele chegou inclusive a ironizar a punição nas redes sociais. Resguardadas as devidas proporções, é um crime semelhante ao de fazer uma compra imensa com um cartão de crédito roubado e assinar como se fosse o dono do documento.
É comum ouvirmos afirmações do tipo "a internet é terra de ninguém", dando a falsa sensação de que tudo é permitido. E não é. A rede é uma extensão da nossa vida real e devemos agir assim como somos no cotidiano, com os mesmos cuidados e cautelas. E com a mesma ética também. De um lado, vi gente criticando os sites de busca por permitirem que a foto da vítima em questão fosse localizada. Mas na verdade a culpa não é do buscador nem da vítima. Quem se apropriou do patrimônio alheio foi o criador do personagem.
Demonstra falta de responsabilidade e respeito a atitude de se esconder atrás de personagem para satirizar um grupo e usar outra pessoa, por meio do emprego de sua imagem, para "assinar" a crítica. Isso é muito comum e numa busca simples é possível encontrar perfis que vão além do puro sarcasmo e usam "outras pessoas" para se exporem de forma até sexual em blogs e perfis em redes sociais.
A prisão da "Irmã Zuleide" é emblemática e serve para mostrar que usar a imagem alheia sem autorização é crime e o culpado pode responder por constrangimento, injúria, difamação e danos morais, entre outros. Só resta a lei fazer a sua parte e punir. Afinal, um veículo de natureza democrática deve mostrar que também tem regras para que seja respeitado.


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