Esportes olímpicos

Mesmo com medalhas e reconhecimento, esportista olímpico também tem que pedir esmola para conseguir treinar no Brasil.

Salve Jorge

A novela de Glória Perez ainda sofre com a saudade de parte do público das aventuras e brigas de Carminha e Nina em Avenida Brasil.

O dia em que o metrô sorriu

Era daqueles dias em que se está pronto para matar ou morrer, tudo para conseguir um espaço, um assento ou uma passagem.

Biografia definitiva?

As pedras do meio do caminho, vividas pelo biografado, são instantes que a vida capta e transpõe para ações possíveis de serem contadas.

Demissões de jornalistas

Ninguém quer perder uma equipe de profissionais competentes e alguém tem que fazer o papel de advogado do diabo.

domingo, 31 de março de 2013

Meninas têm mais chance de sucesso na escola do que os meninos

Foto: Valter Campanato/ABr
DA AGÊNCIA BRASIL

Os meninos são mais propensos a repetir o ano ou abandonar a escola do que as meninas. Eles têm, em média, uma probabilidade 12% maior de fracasso escolar do que as meninas. Segundo a pesquisadora Paula Louzano, as meninas geralmente têm uma maneira de portar-se mais alinhada com a cultura escolar, com o que se espera dos estudantes. Ela explica que as escolas esperam que os estudantes “prestem atenção nas aulas, sejam calmos, o que se aproxima mais do comportamento feminino. Os meninos geralmente são vistos como agressivos, difíceis, pelos professores”, diz.

As conclusões da professora da Universidade de São Paulo são resultado de levantamento feito com base nos dados do questionário socieconômico da Prova Brasil 2011. O questionário do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira foi aplicado em todo o país e respondido por 2,3 milhões de alunos do 5º ano do ensino fundamental. Ela escreveu o artigo Fracasso Escolar e Desigualdade do Ensino Fundamental, publicado no relatório De Olho nas Metas de 2012, do movimento Todos pela Educação.

As diferenças de probabilidade de fracasso variam entre as regiões brasileiras e entre a cor da pele dos estudantes. “Em termos absolutos, os meninos pretos - seguindo a denominação adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - representam o grupo mais vulnerável ao fracasso escolar, em todas as regiões e em todos os níveis de escolaridade dos pais”, diz Paula Louzano.

No Nordeste, estudantes do sexo masculino autodeclarados pretos têm 59% de chance de fracasso e, no Norte, o número vai para 59,3%. Nas mesmas regiões, a probabilidade de uma menina autodeclarada preta fracassar é 45,5% e 45,8% respectivamente. Entre os alunos autodeclarados brancos, no Norte, os meninos têm 52,2% de possibilidade de insucesso e no Nordeste 50,9%. Entre as meninas, o índice é 38,8% e 37,5%, respectivamente. Os menores índices estão no Sudeste, onde, para meninos pretos é 42,3% e para meninas pretas é 29.8%. Meninos brancos na região têm 26,5% de chance de fracassar, enquanto as meninas brancas, 17,3%.

Outra pesquisadora da universidade, Marília Carvalho concorda com Paula Louzano, segundo a qual a postura das meninas está mais alinhada com a cultura escolar. Marília acrescenta que os meninos sofrem uma pressão dupla. “A primeira é a da sociedade de que, para se firmar como macho, tem que ser respondão, briguento. A segunda é a da escola, que reforça a questão. Quando os meninos são quietos, não gostam de futebol etc, a escola estranha e isso é colocado nas reuniões de professores”, diz.

Estudantes negros têm maior probabilidade de insucesso na escola

Foto: www.geledes.org.br
DA AGÊNCIA BRASIL

Duas pesquisas da Universidade de São Paulo indicam que alunos negros têm maior possibilidade de fracassar na escola do que os brancos. Para os pesquisadores o menor êxito dos negros é resultado de condições socioeconômicas. Contribuem também fatores culturais. Um deles é o preconceito desenvolvido por professores. Pequena parte deles acredita que os alunos negros terão, naturalmente, desempenho pior do que os brancos.

O conjunto de fatores determina que, quando os estudantes chegam ao 6º ano do ensino fundamental, 7% dos alunos brancos tenham mais de dois anos de atraso escolar, e entre os negros, o indicador chega a 14%. Os números são apresentados no artigo Fracasso escolar e desigualdade do Ensino Fundamental da pesquisadora Paula Louzano, publicado no relatório De Olho nas Metas de 2012, lançado pelo movimento Todos pela Educação.

O artigo é baseado no questionário socieconômico da Prova Brasil 2011, aplicada nacionalmente e respondido por 2,3 milhões de alunos do 5º ano. Dos alunos que responderam à questão de reprovação ou abandono da escola, um terço havia passado pela situação de insucesso na escola. Desses, 43% se autodeclararam pretos, 34% pardos e 27% brancos, segundo a denominação adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Paula Louzano afirma que os números gerais são alarmantes e o cenário se agrava mais para alguns grupos sociais. “A chance de isso [repetência ou abandono] acontecer não é distribuída igualmente entre grupos. Alguns tem processos mais tortuosos, o que está ligado também ao nível socioeconômico. A desigualdade que marca o Brasil se reproduz no sistema de educação”, diz a pesquisadora.

No Norte e no Nordeste, a probabilidade de um aluno preto repetir ou abandonar a escola é respectivamente de 53% e 52%. Para os alunos pardos, o índice chega a 47% e a 45%. Nas mesmas regiões, a possibilidade de fracasso entre alunos brancos é 46% na região Norte e 44% na região Nordeste. O Sudeste apresenta os menores índices nacionais, 36% para os alunos pretos, 27% para os pardos e 22% para os brancos.

A também pesquisadora Marília Carvalho faz pesquisas qualitativas. Segundo ela, é preciso esclarecer que o fracasso escolar não é do aluno, mas sim da escola que não foi capaz de dar ao estudante o nível de aprendizado e desempenho esperado para o período. Durante as pesquisas, ela observou que a cor autodeclarada pelo estudante está relacionada também ao seu desempenho.

“O processo de declaração diz respeito a autoimagem que a pessoa tem. No conjunto da sociedade, quanto mais escolarizada, com maior renda, a pessoa é clareada. O processo ocorre na escola. Quando as crianças vão bem, elas são clareadas, tanto para si mesmas quanto para professores e colegas”, diz Marília Carvalho.

Ela acrescenta que os próprios professores declararam que nunca tiveram a oportunidade de discutir questões raciais nem durante a formação, nem no espaço coletivo da escola. “Relações de racismo marcam a nossa sociedade. As crianças negras têm que enfrentar mais esta dificuldade na escola, têm que se afirmar a todo momento e gastam parte da energia que deveria ser voltada ao aprendizado para se defender”.

sábado, 30 de março de 2013

Polícia Civil vai investigar mortes de jovens durante ação da PM paulista



O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo vai investigar as mortes de Givanildo dos Santos Félix, 20 anos, e Leomarcos da Silva Santos, 21 anos, durante ação de policiais militares, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar fazia uma operação na área conhecida como Favela Mauro 2, no bairro Saúde, quando os dois jovens, que estavam armados, correram em direção aos policiais. Houve troca de tiros e os rapazes foram baleados.

A secretaria informou que foi feita perícia no local do crime, onde foram encontrados 90 pacotes contendo uma substância semelhante a maconha e 24 pinos contendo um pó branco. As substâncias serão examinadas pelo Instituto de Criminalística. Também foram apreendidos dois revólveres calibre 38, que estavam com os jovens. As pistolas usadas pelos policiais também foram recolhidas para investigação.

Por volta das 23h da noite de ontém (29), parentes e amigos dos jovens mortos fizeram uma manifestação no local onde os rapazes foram baleados e entraram em confronto com as tropas. Segundo a Polícia Militar, os PMs tiveram de usar bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes.

Da Agência Brasil com informações da Band News

Despesas de começo do ano levam ao uso do crédito rotativo do cartão

Despesas de começo do ano levam muita gente a usar o crédito rotativo do cartão

Kelly Oliveira

O aumento das despesas no início do ano levou muita gente a usar o crédito rotativo do cartão de crédito, que é o financiamento de parte do valor da fatura e também saques. De acordo com dados do Banco Central (BC), em fevereiro, o saldo do crédito rotativo dos cartões cresceu 5,9% em relação ao mês anterior. O estoque desse tipo de crédito ficou em R$ 25,985 bilhões.

Enquanto o crédito rotativo cresceu, o saldo dos pagamentos à vista no cartão (operações sem incidência de juros, parceladas ou não) diminuiu 6,1%, na comparação com janeiro. O estoque ficou em R$ 86,256 bilhões. O crédito parcelado no cartão, com juros, apresentou leve queda de 0,1%, com saldo de R$ 9,873 bilhões.

De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, fevereiro foi um mês em que as pessoas evitaram fazer novas despesas usando o cartão e optaram por rolar a dívida. “É um mês que tem concentração de compromissos de início de ano: impostos, pagamentos decorrentes do período de férias, matrículas, material escolar”, disse, ao apresentar os dados do crédito do sistema financeiro, esta semana.

Apesar de o crédito rotativo dos cartões serem atraentes pela simplicidade para se tomar o crédito, ou seja, basta pagar valor menor que o total da fatura, as taxas de juros costumam ser mais altas do que de outras modalidades.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito ficou estável em fevereiro em relação a janeiro (9,37% ao mês), mas é a mais alta entre as modalidades de crédito para pessoas físicas pesquisadas. Abaixo do cartão de crédito, vem a taxa do cheque especial (7,75% ao mês). O empréstimo pessoal dos bancos registrou taxa de 2,92% ao mês. E a taxa média para pessoas físicas ficou em 5,42% ao mês.
O problema de se usar o crédito rotativo do cartão de crédito não é apenas a alta taxa de juros. Essa dívida é cumulativa e vai se juntando com outras e até mesmo com o próprio uso normal do cartão, o que no fim deixa muita gente com dívidas astronômicas por causa de valores em despesas sazonais.

Para saldar tais dívidas, o ideal é analisar várias possibilidades de financiamento (cartão, empréstimo, cheque especial) e optar por aquele que tem a menor taxa. Como citado na reportagem o cartão tem a taxa mais alta. A menor é a do empréstimo pessoal.

E sempre lembrar que antes de assumir uma dívida é preciso ficar atento ao prazo de pagamento contratado para evitar assumir novas dívidas que podem se somar e o resultado quase sempre é um registro negativo no Serviço de Proteção ao Crédito.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Hugo Chávez vira santo e ganha capela na Venezuela

Foto: www_ukberri_net
O ex-presidente Hugo Chávez, ganhou uma capela e agora tem status de Santo na Venezuela. A capela Santo Hugo Chávez foi inaugurada nesta sexta-feira (29) por um grupo de simpatizantes de Chávez, é uma homenagem à memória do ex-presidente, que morreu vítima de parada cardíaca no dia 5 de março aos 58 anos após complicações respiratórias e cirurgias para a retirada de tumores cancerígenos.


De acordo com a Agência Lusa, a imprensa venezuelana noticiou que a capela foi inaugurada no bairro 23 de Enero, a noroeste de Caracas. O local é tido como um dos bastões do "chavismo". No mesmo bairro fica o Quartel da Montanha, onde estão os restos de Hugo Chávez.

Ainda de acordo com a Agência, um luso-descendente que mora na Venezuela disse que a capela foi construída em madeira, pintada de azul e tem teto de zinco. No interior existe um altar e por trás existe um cartaz com a imagem de Hugo Chávez e do Nazareno de São Paulo carregando a cruz rumo ao Calvário, com a mensagem "Deus connosco! Quem contra nós?"


Com informações da Agência Lusa e Agência Brasil

Agressão a jovens gays argentinos em nome do Papa? Não é bem assim!

Vi aqui que dois jovens foram agredidos na Argentina em nome do Papa. Na verdade não se pode acusar o Papa. Os agressores disseram que fizeram isso por causa do pontífice, mas a maldade humana utiliza diversos absurdos para justificar seus atos.

O papa foi acusado nessa situação, assim como o pastor de uma outra religião pode ter sido acusado. Não existe fala do Papa nem documento incentivando tal ato. Aliás, a agressão corporal não parece fazer parte do discurso e das orientações do Pontífice.

Justificar os atos com base na religião e em figuras religiosas é um comportamento antigo e já foi usado por fieis de diversas vertentes: de Budistas a Católicos, passando por Evangélicos, islamitas e até mesmo pelas Testemunhas de Jeová, além de seitas religiosas muitas vezes não cristãs que pregam o suicídio coletivo. Aqui tem uma lista com 8 atrocidades cometidas em nome da religião.

Vale aqui recordar o caso do cartunista Glauco e de seu filho, mortos por um estudante que havia frequentado a igreja fundada pelo artista e que cometeu o crime pois queria levar Glauco para mostrar à mulher que o cartunista era Jesus Cristo. O que levou o assassino a atirar contra pai e filho não foram esclarecidos.

Isso está mais ligado ao fanatismo religioso e, no caso específico dos jovens argentinos, aliado a um patriotismo exagerado em virtude da nacionalidade da figura religiosa em questão. A maldade humana não tem sexo muito menos religião.

Há gente boa e gente má em todas as vertentes sociais possíveis: gays, héteros, católicos, evangélicos, brancos, negros, entre outras. Cada uma delas escolhe o bode expiatório para sua maldade. Alguns chegam até a usar Deus.

Aplicativos de mensagens para celulares podem decretar o fim do SMS?

Abaixo reproduzo trecho de uma reportagem da revista Época Negócios. Link do texto completo aqui. Comento logo depois e lembre-se de responder à enquete no fim do post:
Mensagens pela internet ameaçam a era do SMS e as operadoras
Por Rodrigo Capelo

(...)

A popularização da internet móvel e o surgimento de um imenso mercado de aplicativos fez com que aparecessem programas como Whatsapp, Viber, WeChat, KakaoTalk, entre tantos outros nomes engraçados. Esses aplicativos possibilitaram ao dono do celular usar a internet para economizar com SMS.


Uma mensagem pode não custar tanto para o consumidor. Centavos. Mas somente o Whatsapp, um dos mais populares no Brasil, foi responsável por 18 bilhões de recados enviados em 2012. Ou seja, 18 bilhões de recados cujos centavos acabariam nas contas das operadoras.

No mundo, a ascensão desses aplicativos tirou das companhias de telefonia móvel US$ 23 bilhões em receitas no ano passado, segundo uma pesquisa da consultoria Ovum. O SMS também custa pouco para as operadoras, então há uma alta margem de lucro.

E a tendência é que esses aplicativos tirem ainda mais mercado do SMS nos próximos anos. Um outro estudo, desta vez feito pelas empresas Tyntec e GigaOm, indica que houve cerca de 8 bilhões de SMS e 2 bilhões de mensagens via internet enviados em 2011. A projeção é que os dois meios fiquem muito próximos em 2013, com os derivados do Whatsapp ligeiramente à frente, com aproximadamente 10 bilhões de mensagens cada. Até 2016, o jogo já terá virado completamente.

Este comportamento tem feito com que grandes redes sociais, operadoras e fabricantes de celulares busquem seus próprios aplicativos de mensagens via internet. O Facebook adquiriu a startup Beluga em 2011 e expressou recentemente o interesse em comprar o Whatsapp. Antes dele, o Google já havia procurado os donos do programa, segundo fontes próximas relataram ao jornal americano, mas eles disseram que não querem vendê-lo.

(...)
Cada vez mais as empresas de telefonia caminham para serem prioritariamente prestadoras de serviços de internet móvel. É cada vez maior o número de smartphones e um estudo da fabricante de equipamentos de telecomunicações Ericsson, o volume desse tipo de aparelho vai crescer de 1,1 bilhão para 3,3 bilhões até 2018 e o tráfego de dados vai dobrar anualmente.

Isso é perceptível no cotidiano: em filas de mercado, na espera do médico, no ônibus, passageiros em carros e até mesmo enquanto caminham, cada vez vez mais vemos as pessoas conectadas, vendo e-mails, atualizando status em redes sociais, trocando mensagens por aplicativos como os citados na reportagem e várias outras funções que usam internet.

A migração do sms para os aplicativos mensageiros é um caminho natural. Sem nenhum tipo de pacote, uma mensagem de texto avulsa fica custa alguns centavos e chega a 0,50. em alguns casos com envio ilimitado diário por um valor fixo. Comparando com o valor mais baixo de um pacote de internet mensal, há uma economia de R$ 5,00 caso o usuário adote o sistema de envio de mensagens instantâneas por aplicativos. Isso considerando um usuário básico que vai mandar poucas mensagens por dia.

E é aí que está a grande vantagem. No caso do uso de aplicativos, não importa se o usuário vai usar mais ou menos pois ele vai pagar o mesmo preço que todos. Além disso, ele tem acesso a uma grande quantidade de serviços e possibilidade de enviar arquivos de voz e imagens para seus contatos por estes aplicativos. Além disso, não existe tamanho máximo da mensagem, o que não acontece nas mensagens instantâneas, limitadas a 160 caracteres.

Outra vantagem é que esses aplicativos permite a criação de grupos e você não paga nada mais por isso. Assim, se você mandar uma mensagem para todos os seus contatos cadastrados no aplicativo, não terá gasto nenhum, além do já pago pelo pacote de internet. Se mandar um SMS para um grupo de 10 pessoas, você paga por cada mensagem enviada, totalizando R$ 5,00. Se fizer isso várias vezes no mês terá um grande susto quando chegar a fatura ou perceberá em pouco tempo que precisa fazer uma recarga, no caso de usuários pré-pagos.

Enquete

Marco Feliciano participa do programa "Agora É Tarde"

Após as várias denúncias por declarações supostamente racistas e homofóbicas, o deputado Marco Feliciano participou do programa Agora É Tarde na Band nesta quinta-feira (28). Ele falou sobre a Comissão de Direitos Humanos e negou as acusações sofridas em redes sociais. Veja o vídeo:

quinta-feira, 28 de março de 2013

Quando a corrupção mata: A busca de justiça no Brasil e em outros países

Foto: Fernanda Bona/Divulgação Boate Kiss
Por Cara Levey* 
DA ALJAZEERA

A notícia esta semana de que as autoridades brasileiras estão fazendo acusações criminais (tanto assassinato e homicídio culposo) contra mais de uma dúzia de indivíduos por causa do incêndio em uma boate em janeiro que, na última contagem, havia matado 241 pessoas no sul da cidade brasileira de Santa Maria, é um passo bem-vindo para os familiares e sobreviventes. No entanto, o processo trabalhoso e meticuloso de descobrir o que aconteceu e, em particular, quem é o responsável está apenas começando.

A lista dos responsáveis, que vão desde o gerente, proprietários da boate e membros da Gurizada Fandangueira, a banda que realizava um show naquela noite, por assassinato, bem como um número de funcionários do governo e membros do serviço de fiscalização por homicídio culposo mais do que apenas um acidente e, sem dúvida, trouxe normas de segurança ao país que está no centro das atenções por causa da Copa de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 a ser realizada no Rio de Janeiro. No entanto, o complexo caso de negligência e corrupção que permitiram que o fogo acontecer, infelizmente, é corriqueiro e não exclusiva do Brasil.

Um padrão de negligência

Desde o incêndio terrível que destruiu a boate Kiss em Santa Maria na madrugada de domingo, 27 de janeiro, ficou clara uma semelhança alarmante com os incêndios recentes em discoteca que mataram dezenas de pessoas em outras partes da região - incluindo Cidade do México, em 2008, Quito em 2008, Lima e Caracas, ambos em 2010. No entanto, em nenhum lugar há semelhanças tão aparentes com Santa Maria como no caso do incêndio de 2004 na boate Cromañón República, em Buenos Aires, que deixou 194 - principalmente os jovens - mortos. Não era particularmente surpreendente que as manchetes argentinas nos dias após o incêndio no Brasil estavam cheias de referências a um "Cromañón no sul do Brasil" e destacou as semelhanças entre as duas catástrofes.

Quase uma década atrás, em 30 de dezembro de 2004, durante um concerto da banda de rock Callejeros na argentino, uma chama acesa por um espectador fez contato com o material do telhado, que era inflamável, e provocou um fogo intenso e emissão de gases altamente tóxicos, responsável pela morte de muitas das vítimas. Além disso, a evacuação que se seguiu foi cheia de problemas. O local estava supostamente operando bem além da capacidade e a saída de emergência principal foi fechada com cadeados para evitar que os frequentadores saíssem sem pagar, prejudicando a evacuação das pessoas que fugiam das fumaças tóxicas. Com a chegada da notícia na Argentina sobre a tragédia em Santa Maria, a organização Los Pibes Cromañón (As Crianças de Cromañón), composta de familiares e sobreviventes do incêndio de 2004, emitiu uma declaração pontuada com o refrão "o homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra", sugerindo que as lições importantes não foram atendidas.

Embora a extensão completa dos eventos que antecederam o fogo em Santa Maria ainda esteja para ser divulgado, o que se desenrola é uma cadeia muito semelhante de eventos: uma chama fez contato com material inflamável no teto, saídas de emergência inadequadas e escassas, bloqueada por seguranças para evitar que os que estão dentro saiam sem pagar, e, como o jornal Folha de São Paulo informou logo depois, um certificado de segurança expirado para um local que estava funcionando além de sua capacidade, o que sugere que este é mais do que apenas um acidente "trágico". Ao contrário disso, parece que esta é mais uma atrocidade evitável e completamente inútil. Relatos de testemunhas e da investigação que se seguiu mostram uma teia bastante complexa de negligência, corrupção e falhas institucionais que envolvem os proprietários do clube, os membros da banda e do prefeito e de outros membros do governo local.

Morto por corrupção

Os eventos, tanto na Kiss quanto em Cromañón, pedem consideração em virtude da maneira com que os desastres de tal magnitude em locais públicos são retratados pela mídia e por muitos dos responsáveis, ​como acidentes extraordinárias ou excepcionais. Esta maneira de pensar tende a obscurecer e inibir a busca da responsabilidade individual e institucional. Além disso, a complexa seqüência de eventos e os diferentes graus de responsabilidade de muitos indivíduos e instituições, tende a fazer com que seja extremamente difícil que os diferentes responsáveis ​​prestem contas.

Com a prisão de membros da banda e do dono da boate no rescaldo do incêndio de janeiro, parecia que a culpa poderia ser nivelada diretamente às pessoas responsáveis ​​pela segurança do local (o proprietário / gerente) e aqueles que alegadamente iniciaram as chamas (membros da banda). Na verdade, o delegado encarregado pela investigação, Sandro Meinerz, disse que a culpa deve recair sobre quem estava fora das chamas. Este parece ser um caso muito frequente em que as causas indiscutivelmente indiretas e estruturais do fogo podem ser evitadas, a sugestão é que a falta de certificado de segurança, saídas de emergência, e locais que operam bem além da capacidade são um conjunto de circunstâncias inócuas que tornam-se mortais quando em contato com alguma chama, neste caso o equipamento pirotécnico.

O que é interessante no caso Cromañón é como a tragédia foi recebida com o slogan "não foi o fogo, nem o rock and roll: quem matou nossas crianças foi a corrupção". Parentes e sobreviventes apontaram o dedo para a responsabilidade das autoridades para os acontecimentos de dezembro de 2004, longe de quem começou o incêndio e, mais significativamente, longe das próprias vítimas. Na Argentina, o que poderia ter sido visto como um "trágico acidente" tornou-se um paradigma, indicativo da corrupção em níveis privados e institucionais e de luta do cidadão comum na tentativa de chamar as autoridades para dar conta.

Com efeito, após Cromañón, em uma campanha liderada por familiares de vítimas e sobreviventes para expor as causas em sua totalidade e perseguir os responsáveis, as falhas institucionais do governo ficaram claras. O prefeito de Buenos Aires, Aníbal Ibarra, foi posteriormente removido do cargo, após uma investigação política para a sua incapacidade de ter imposto um sistema de inspeção de funcionamento para locais; meio a sugestões de que a boate há algum tempo estava sem visita do Corpo de Bombeiros Federal, e que o pessoal dos Bombeiros havia aceitado propina de proprietários de locais públicos.

Nos meses e anos que se seguiram, várias participantes do crime foram detidos e investigados, incluindo Omar Chaban (Callejeros), gerente da boate, os membros da banda e vários funcionários públicos, oficiais da polícia e dos bombeiros. No entanto, levá-los a julgamento se mostrou problemático e envolveu uma busca árdua pela justiça, com apenas um pequeno número dos investigados, na verdade, já julgados e processos judiciais somente a partir de 2008.

O julgamento, que foi concluído em 2009, levou à condenação e sentença de Chaban a vinte anos de prisão, 18 para o empresário da banda e as sentenças menores foram para membros do governo local. Os membros da banda foram absolvidos, um veredicto que foi recebido com indignação por muitos dos familiares das vítimas. Este não foi o fim da questão, como uma segunda rodada de processos judiciais começou em 2011 e continuou em 2012, em que sentenças adicionais foram dadas para o proprietário da boate, Rafael Levy e Callejeros bem como ao cantor Patricio Fontanet.

Reagindo às sentenças, os parentes e sobreviventes consideraram o julgamento muito tolerante e muito focado nas pessoas diretamente responsáveis, em vez de examinar as causas mais amplas, institucionais, afirmando que "este é um crime político, cometido por um Estado corrupto [...], ineficiente tanto na sua ação e negligência. Os juízes não entendem e querem nos convencer de que este é um acidente. Isso simplesmente não é o caso: foi assassinato". Diante da impunidade, um fracasso em abordar as causas mais amplas e investigar toda a culpa, a responsabilidade caiu sobre os familiares das vítimas, sobreviventes e seus apoiantes para contestar a desinformação e encobrimentos, e continuam a exigir a plena responsabilidade.

Acima da lei

A falha na punição da corrupção e a negligência, levou à morte ilegal e prematura de cidadãos e permite às autoridades ficarem seguras no conhecimento de que elas provavelmente não serão processadas por sua parte em escândalos de corrupção e negligência, e que eles estão acima da lei.

Se todos os responsáveis, incluindo funcionários do governo, não são responsabilizados, com certeza vamos ver mais casos como este? De fato, nos anos desde a tragédia Cromañón, os parentes das vítimas têm levantado preocupações de que outra tragédia de um tipo semelhante seria possível na Argentina; mal sabiam eles que a história se repetiria no país vizinho, o Brasil.

No entanto, para os críticos que podem argumentar que esse problema é de domínio exclusivo de "corruptos", os países latino-americanos (um recente artigo do Global Post intitulado "América Latina: onde boates podem ser mortais" entende que o desrespeito dos regulamentos era um problema da América Latina - somos lembrados de que eventos semelhantes tenham ocorrido fora da região nos últimos anos: nos EUA (Fire Station Nightclub, 2003) e na Suécia (Gotemburgo, 1998).

Com a conclusão do inquérito policial inicial, o fogo em Santa Maria parece ser mais um caso de que o lucro privado é priorizado sobre a segurança pública, resultando em uma perda evitável e enorme de vidas que as autoridades não conseguiram evitar, e até mesmo promovida através da aceitação de subornos e permitindo com tais práticas que continuem sem regulamentação.

Enquanto isso, o inquérito policial inicial foi concluído, e uma informação preocupante veio à tona: a prefeitura havia sonegado a documentação sobre a boate. A investigação completa e transparente, mesmo que exponha verdades inconvenientes sobre os níveis de envolvimento do Estado e demonstre que ninguém está acima da lei, é absolutamente crucial para que taist tragédias possam ser evitadas, onde quer que ocorram.

* Cara Levey é professora de Estudos Hispânicos da Universidade College Cork, na Irlanda. Também é coordenadora da Rede de Pesquisa Argentina no Reino Unido.

Site cria cemitério virtual de produtos abandonados pelo Google

Foto: Reprodução
O site Slate.com criou um cemitério virtual com produtos abandonados pelo Google. A página mostra túmulos com os nomes de cada um dos produtos que ao serem clicados permite que o usuário deposite uma flor para o produto morto. Além disso, abaixo do túmulo tem um link "learn more" que redireciona para a Wikipedia com detalhes e o histórico daquele produto.

O Google Reader já está sepultado por lá e é um dos produtos que mais recebeu flores de quem passou pela página. Tem também uma cova pronta e à espera do Google Glass.

quarta-feira, 27 de março de 2013

17 mil lares alagoanos podem ser excluídos do Programa Luz Para Todos, afirma Fernando Collor

O senador Fernando Collor (PTB) afirmou que mais de 17 mil lares de Alagoas estão ameaçados de continuar a viver sem eletricidade. O motivo é um problema de comunicação entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Eletrobras Distribuição Alagoas, empresa responsável pela distribuição de energia no estado.

Collor informou que, de acordo com resolução da Aneel, assim que a cobertura de ligações à rede elétrica atinge 95%, o programa é encerrado no estado. A agência informou no fim de 2012 que esse percentual da área rural do estado já estava coberta pelo programa e não portanto não há mais necessidade de mantê-lo.

Segundo o senador, a área rural coberta representa, de acordo com a Aneel 96,06% da região. O índice foi contestado pelo Conselho Estadual de Política Energética, que alega existirem no estado 17,03 mil domicílios a serem atendidos, o que faria com que o índice de atendimento caísse para 91,68%. 

Ainda segundo o senador, a situação do programa em Alagoas pode estar se repetindo em outros estados e cobrou explicações da Aneel. "O sistema elétrico brasileiro é baseado em três princípios: a qualidade, a modicidade tarifaria e a universalização. Ora, universalização implica atendimento a todos, não de apenas 91%, 95% ou 96%", criticou.

O blog entrou em contato com a assessoria da Aneel mas até a publicação deste post não obteve resposta.

Com informações da Agência Senado

Site publica dossiê com informações sobre o Deputado Marco Feliciano

O site Anonymous Brasil divulgou nesta quarta-feira (27) uma lista com funcionários contratados e empresas do Deputado-Pastor Marco Feliciano. De acordo com o levantamento, alguns itens parecem não ter sido declarados à justiça eleitoral e, ainda segundo o site, alguns funcionários são fantasmas e foram contratados para favorecer patrocinadores de campanha e trabalhadores do programa de TV do pastor.

Na tarde desta quarta-feira, o deputado Marco Feliciano tentou presidir a audiência pública desta quarta-feira (27) da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH). Vários manifestantes interromperam os trabalhos e um deles foi preso após acusar Feliciano de racista. A ordem de prisão partiu do próprio deputado e a polícia agiu em seguida.

O deputado esbravejou e disse que vai resistir à pressão que vem sofrendo para renunciar à presidência da CDH. Ele é acusado de fazer declarações consideradas racistas e homofóbicas em redes sociais. A sessão foi suspensa e transferida para outro plenário, onde só poderão participar da reunião parlamentares, debatedores e imprensa.

Com informações da Agência Câmara e GloboNews


Leia também:
Fieis apoiam permanência de Marco Feliciano na CDH e o comparam a Jesus Cristo
Tapa aqui, descobre ali
"Lugar de religião é na Igreja", afirma presidente do Partido Trabalhista Cristão
Cantores protestam contra eleição de Marco Feliciano
A falta de bom senso dos seguidores de Marco Feliciano
Marco Feliciano: reivindicações feministas estimulam o homossexualismo
Política, religião, os gays e a bíblia
O "Dia do Fico" de Marco Feliciano
Todo mundo odeia o Marco Feliciano
Marco Feliciano afirma que publicações em redes sociais são "postagens filosóficas"
Mulher, negra e evangélica diz: "Feliciano não me representa"
Marco Feliciano não consegue presidir sessão da Comissão de Direitos Humanos; manifestante é preso

Marco Feliciano não consegue presidir sessão da Comissão de Direitos Humanos; manifestante é preso

Foto: Alexandra Martins/AC
O deputado Marco Feliciano não conseguiu presidir a audiência pública desta quarta-feira (27) da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH). Vários manifestantes interromperam os trabalhos e um deles foi preso após acusar Feliciano de racista. A ordem de prisão partiu do próprio deputado e a polícia agiu em seguida.

O deputado esbravejou e disse que vai resistir à pressão que vem sofrendo para renunciar à presidência da CDH. Ele é acusado de fazer declarações consideradas racistas e homofóbicas em redes sociais. A sessão foi suspensa e transferida para outro plenário, onde só poderão participar da reunião parlamentares, debatedores e imprensa.

O partido do deputado disse que Feliciano não vai renunciar e uma reunião entre líderes partidários deverá tentar convencer o deputado a sair da CDH. Sobre isso, Feliciano disse que não renuncia "de jeito nenhum. O que os líderes (da Câmara) podem fazer com minha vida?".

Com informações da Agência Câmara e GloboNews

Leia também:
Fieis apoiam permanência de Marco Feliciano na CDH e o comparam a Jesus Cristo
Tapa aqui, descobre ali
"Lugar de religião é na Igreja", afirma presidente do Partido Trabalhista Cristão
Cantores protestam contra eleição de Marco Feliciano
A falta de bom senso dos seguidores de Marco Feliciano
Marco Feliciano: reivindicações feministas estimulam o homossexualismo
Política, religião, os gays e a bíblia
O "Dia do Fico" de Marco Feliciano
Todo mundo odeia o Marco Feliciano
Marco Feliciano afirma que publicações em redes sociais são "postagens filosóficas"
Mulher, negra e evangélica diz: "Feliciano não me representa"

Aumenta o clima de tensão entre Coreia do Norte e Coreia do Sul

DA AGÊNCIA BRASIL

A tensão militar entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul aumentou com o corte da linha de comunicação direta entre os dois países nesta quarta-feira (27). De acordo com o comunicado da agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, republicada pela Lusa, a decisão coincidiu com o anúncio da realização, nos próximos dias, de uma reunião de alto nível dos dirigentes da Coreia do Norte, para tratar de “questões importantes” não reveladas.

“Na atual situação em que a guerra pode começar a qualquer momento, não há necessidade de manter as comunicações militares Norte-Sul. A partir de agora, as comunicações militares Norte-Sul serão cortadas", informa o comunicado. O corte da linha militar pode afetar as operações no complexo industrial de Kaesong, estabelecido por Seul, na Coreia do Norte, já que a ligação era usada para organizar o movimento de pessoas e de veículos.

---

Nota: Vale lembrar que a Coreia do Norte já afirmou estar pronta para atacar a Coreia do Sul e Estados Unidos que, por sua vez, já colocaram arsenal nuclear à disposição da Coreia do Sul. A tensão aumenta a cada dia e um confronto entre os dois países parece cada vez mais possível.

Marco Feliciano afirma que publicações em redes sociais são "postagens filosóficas"

Foto: Alexandra Martins/AC
O Deputado Marco Feliciano disse em entrevista à Globo News que as acusações contra ele são injustas. Ele afirma que não criticou ninguém e que as postagens feitas em redes sociais criticando homossexuais e negros são, nas palavras dele, "discussões filosóficas".

O PSC decidiu manter o Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara mesmo após várias manifestações acusando de racista e homofóbico por causa de postagens em redes sociais e também por causa de declarações contra as mulheres em um livro.

A novela ganha assim um novo capítulo e a decisão deve sair após a páscoa. Enquanto isso a comissão segue parada pois manifestantes interrompem as reuniões com manifestações contra Feliciano. Nas redes sociais, vários perfis publicam postagens de protesto afirmando com a frase "Feliciano não me representa".

Ontem um grupo de seguidores do pastor levou um cartaz para a Câmara dos deputados com mensagem de apoio à Feliciano e o comparando a Jesus Cristo, uma atitude que começa a beirar o fanatismo religioso.


E o impasse continua por pelo menos mais uma semana. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, líderes partidários vão tentar convencê-lo a sair da CDH em uma reunião a ser realizada na próxima semana. A decisão foi tomada após uma reunião de mais de três horas nesta terça-feira (26).

Leia também:

Fieis apoiam permanência de Marco Feliciano na CDH e o comparam a Jesus Cristo
Tapa aqui, descobre ali
"Lugar de religião é na Igreja", afirma presidente do Partido Trabalhista Cristão
Cantores protestam contra eleição de Marco Feliciano
A falta de bom senso dos seguidores de Marco Feliciano
Marco Feliciano: reivindicações feministas estimulam o homossexualismo
Política, religião, os gays e a bíblia
- O "Dia do Fico" de Marco Feliciano

SUS deverá fazer cirurgia de reconstrução de mama

O Senado aprovou projeto que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a fazer a reconstrução da mama de mulheres que sofrerem de câncer, especialmente na mesma cirurgia em que ocorrer a retirada. Caso não seja possível reconstruir o órgão na mesma cirurgia, ela deve assim que a mulher tiver condições clínicas de realizar o procedimento.

O objetivo é impedir que a cirurgia seja adiada seguidas vezes, o que muitas vezes faz a mulher que perdeu a mama desistir do procedimento. O texto aprovado na Câmara dos Deputados não foi alterado e o projeto segue para agora para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

Com informações da Agência Brasil

terça-feira, 26 de março de 2013

O "Dia do Fico" de Marco Feliciano

Está decidido: Marco Feliciano fica na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Um dia que será considerado histórico por ele e por seus seguidores/eleitores. Um "dia do fico", que nos remete ao dia que Dom Pedro I disse que ficaria no Brasil, contrariando as orientações da coroa portuguesa. Um dia que mostra a determinação do Deputado e também comemora a falta de critério: um homem com declarações racistas e homofóbicas colocado na presidência de uma comissão que combate aquilo que ele, com postagens em redes sociais, ajuda a promover.

Ironia e deboche por um lado. Tristeza e indignação por outro, principalmente para quem é alvo de seus comentários discriminatórios. Vitória para seus seguidores e eleitores, que apoiam sua permanência na Comissão e chegam a compará-lo com Jesus Cristo.

O fato é que Feliciano continua na CDH e as manifestações não devem parar, pelo menos nas próximas semanas. O presidente da Câmara convocou reunião para discutir a decisão do PSC de manter o deputado na presidência da CDH. Feliciano continua calmo, sereno e diz que não sai. Exceto se morrer. Ato que, como já foi lembrado aqui no jonatas.com.br, lembra o de Getúlio Vargas antes de cometer o suicídio.

Não que Feliciano vá terminar da mesma forma, isso vai contra os princípios religiosos que ele segue. Mas a frase mostra determinação e segurança, que ele está decidido a enfrentar a oposição à sua permanência. Decidido a enfrentar LGBTs, artistas, e quem quer que seja para ficar na presidência da CDH.

Ele sabe que isso arranha sua imagem junto à oposição mas sabe também que seu nome diante dos eleitores e seguidores sai fortalecido, condição mais importante que a primeira pois pode garantir reeleição em 2014. Sua linha de pensamento busca se justificar pela Bíblia, forma clara de agradar o eleitorado que o elegeu e de olho em possível candidatura em 2014. Além disso, denúncias envolvendo estelionato ajudaram a deixaram a imagem do deputado ainda mais questionável.

Porém toda essa dramaticidade ao alegar que era perseguido por ser cristão e que iria ficar no cargo a qualquer custo parece chega a ser mentirosa. Não é por ser cristão ou evangélico que ele está sendo questionando como presidente da Comissão de Direitos Humanos. Nas palavras do jornalista da Revista Carta Capital Matheus Pichonelli, isso acontece pois
(...) um líder na Câmara, de qualquer comissão, pode ser cristão, judeu, budista, agnóstico. Só não pode ser desonesto. E desonestidade não é só empregar no gabinete funcionário fantasma. Ou ser acusado de estelionato. Ou reclamar quando algum fiel de boa fé entrega um cartão de crédito sem a senha. A desonestidade intelectual é a mais danosa das agressões praticadas por quem tenta criminalizar grupos vulneráveis com sofismas e trilha sonora de terror.
Falta a Feliciano um entendimento sobre sua real função de presidente na CDH: ele não deve ofender, muito menos dar declarações que coloquem em xeque seu cargo e demonstrando preconceito contra aqueles pelos quais deveria trabalhar para garantir direitos mesmo Caso contrário a CDH perde seu sentido.

Leia também:
Fieis apoiam permanência de Marco Feliciano na CDH e o comparam a Jesus Cristo
Tapa aqui, descobre ali
"Lugar de religião é na Igreja", afirma presidente do Partido Trabalhista Cristão
Cantores protestam contra eleição de Marco Feliciano
A falta de bom senso dos seguidores de Marco Feliciano
Marco Feliciano: reivindicações feministas estimulam o homossexualismo
Política, religião, os gays e a bíblia

Todo mundo odeia o Marco Feliciano

Foto: Alexandre Martins/ABr
O deputado Marco Feliciano é pressionado de todos os lados para sair da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Artistas, usuários de redes sociais, estudantes, movimentos sociais: todos exigem a saída dele por causa de declarações em redes sociais com conteúdo racista e homofóbico.
Brasileiros em várias partes do mundo também aderiram à manifestação.

Na internet uma petição pede a saída de Feliciano e já tem mais de 490 mil assinaturas. A Anistia Internacional também se manifestou e pediu em nota a saída de Feliciano. O texto pede afirma que "É essencial que seus integrantes sejam pessoas comprometidas com os direitos humanos e possuam trajetórias públicas reconhecidas pelo compromisso com a luta contra discriminações e violações que continuam a fazer parte do cotidiano da sociedade brasileira".

Ainda de acordo com a nota, as posições que o Deputado assume em redes sociais contra a comunidade LGBT, negros e mulheres é contrária ao objetivo da comissão e que isso torna Feliciano "uma escolha inaceitável para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Proteção de Minorias. É grave que tenha sido alçado ao posto a despeito de intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome".

Os seguidores de Feliciano entendem essa oposição ao deputado como uma discriminação por ele ser evangélico. Na verdade pouco importa a religião professada pelo político, mas sim o comprometimento com  a questão política não só de seus eleitores mas de todos. O político que trabalha apenas para quem o elegeu ou neste caso para quem vai na sua igreja, não importando o que ou quem tenha que enfrentar para mostrar trabalho, parece desconhecer o significado do trabalho que desenvolve.

O prazo final para o partido decidir o que fazer expirou nesta terça-feira (26) e o partido decidiu que ele fica. Feliciano chegou a dizer que só sairia morto da presidência da CDH, atitude que lembra à de Getúlio Vargas em 1954 quando bradou sair do palácio do Catete apenas quando estivesse sem vida. Na contramão, Feliciano já marcou viagem à Bolívia para tratar da situação dos corintianos presos no país após a morte de um torcedor em um jogo de futebol.

O PSC tentou convencer o deputado que ficar seria ruim tanto para sua imagem, família e igreja, quanto para o partido. Em seu lugar poderia entrar a Deputada Antônia Luciléia Ramos Câmara do mesmo partido de Feliciano. Isso acontece pois a vaga na presidência da CDH é do partido por causa dos acordos políticos. Antônia é economista e tem perfil mais ameno e isento, o oposto de Marco Feliciano.

Leia também:
Fieis apoiam permanência de Marco Feliciano na CDH e o comparam a Jesus Cristo
"Lugar de religião é na Igreja", afirma presidente do Partido Trabalhista Cristão
Cantores protestam contra eleição de Marco Feliciano
A falta de bom senso dos seguidores de Marco Feliciano
Marco Feliciano: reivindicações feministas estimulam o homossexualismo
Política, religião, os gays e a bíblia
O "dia do fico" de Marco Feliciano 

Tecnologia aliada à saúde: aplicativo para smartphone ajudará no tratamento da tuberculose

Foto: MSN.com
A tecnologia é cada vez mais um facilitador no cotidiano. Transações bancárias, informações sobre trânsito, meteorológicas e até controle de calorias e dietas são algumas das possibilidades. Um aplicativo desenvolvido pela Universidade de São Paulo tem o objetivo de auxiliar no tratamento da tuberculose. A doença tem tratamento, mas o período é longo e em muitos casos paciente acaba abandonando e facilitando a transmissão.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil ocupa atualmente o 17º lugar em um ranking de 22 nações com grande circulação da doença. Além disso, a doença é uma das principais causas de morte por doenças infecciosas e a principal entre os portadores do vírus HIV.

A reportagem da Agência Brasil mostra como funciona essa tecnologia.

Aplicativo para smartphone vai ajudar no controle do tratamento da tuberculose

Desde janeiro, a tecnologia está sendo uma aliada no controle da tuberculose dos doentes de Ribeirão Preto (SP). Um aplicativo para smartphone, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), permite que agentes de saúde armazenem informações sobre os pacientes para alimentar um banco de dados sobre o tratamento da tuberculose no município.

O tratamento prolongado, as doses diárias de medicação, os efeitos colaterais, são algumas das razões que levam as pessoas que têm tuberculose a abandonarem o tratamento. Por isso, o acompanhamento desses pacientes é tão importante.

"Esse aplicativo permite registrar diariamente todas as intercorrências [evento inesperado em um procedimento médico]. O programa pode emitir um relatório de tudo que está ocorrendo para a equipe que cuida do paciente, que são os médicos da área de infectologia ou clínico geral, e as enfermeiras", explica a professora Tereza Cristina Scatena Villa, coordenadora do projeto pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto.

Entre as informações do paciente que serão disponibilizadas pelo aplicativo, estão o gerenciamento clínico do caso, os exames e a administração de medicamento. O software também vai servir para acompanhar as pessoas que entraram em contato com o paciente, "tendo em vista que muitas dessas pessoas trabalham, têm uma vida regular", informou.

Tereza Villa disse ainda que a reunião de informações em um banco de dados, além de melhorar o tratamento dos pacientes, vai permitir uma avaliação mais ampla do tratamento adotado para tuberculose.

"Hoje, os formulários são dispersos. Tem ficha para anotar os comunicantes, outra para anotar a medicação diária, outra ficha é o prontuário clínico, com reações adversas e peso do paciente, por exemplo. Se você registra tudo dentro de um aplicativo, você consegue coordenar a assistência e perceber informações que antes não via. Vai identificar o que de fato funciona", avalia.

O professor Domingos Filho, coordenador do grupo pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, que desenvolveu o software, disse que fazer o tratamento da tuberculose de modo eficiente é fundamental para evitar a transmissão da doença e para impedir que o paciente desenvolva um tipo resistente aos antibióticos.

"É uma doença que tem cura. Se você tomar o remédio durante o período preconizado, a pessoa fica sã. Mas isso é um problema, porque existe muito abandono do tratamento", alertou.

No Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a taxa de incidência da doença em 2012 foi de 36,1 para cada 100 mil habitantes. O país ocupa atualmente o 17º lugar em um ranking de 22 nações consideradas “de alta carga” (onde há grande circulação da doença). No país, a tuberculose representa a quarta causa de morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte por doença identificada entre pessoas com HIV.

O projeto está em fase piloto e, por enquanto, envolve 27 pacientes que são atendidos no Centro de Referência Alexander Fleming de Ribeirão Preto. "Começamos por aqui, mas já há municípios interessados em aderir ao programa", disse Domingos. O objetivo dos pesquisadores é que o programa seja disponibilizado gratuitamente.

Domingos acrescenta que a ampliação do uso do aplicativo vai permitir ainda analisar características da doença em determinada região. "Você diz que um município tem grande número de casos de tuberculose e consegue identificar exatamente em qual região isso se concentra. E, assim, a gente consegue melhorar o cenário dessa situação", explica.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Tapa aqui, descobre ali

Foto: Alexandra Martins/AC
O Deputado Marco Feliciano (acusado de homofobia, estelionato e racismo) já tem substituta caso saia da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara.

Em seu lugar entra a Deputada Antônia Luciléia Ramos Câmara do Partido Social Cristão do Acre, acusada de compra de voto, fraude, quadrilha, peculato, caixa dois, falso testemunho.

Isso acontece pois, por causa dos acordos políticos costurados, a vaga na presidência da CDH é do PSC.

Antônia é economista e tem perfil mais ameno e isento, o oposto de Marco Feliciano. E esperamos que tenha um perfil mais respeitoso também.

Porém, Marco Feliciano diz que só sai da CDH se morrer.

E o impasse continua!

Com informações do Blog do Felipe Patury e do João Bosco Rabello.

Leia também:
Fieis apoiam permanência de Marco Feliciano na CDH e o comparam a Jesus Cristo
"Lugar de religião é na Igreja", afirma presidente do Partido Trabalhista Cristão
Cantores protestam contra eleição de Marco Feliciano
A falta de bom senso dos seguidores de Marco Feliciano
Marco Feliciano: reivindicações feministas estimulam o homossexualismo
Política, religião, os gays e a bíblia
O "dia do fico" de Marco Feliciano 

Onde começa o preconceito?

Foto: Getty Images
Há algum tempo temos acompanhado na mídia nacional disputas entre os movimentos, ditos, liberais, e aqueles que si autodefinem como conservadores.

Que os representantes do movimento conservador não tenham nenhum preparo intelectual já não é novidade. Também, não seria correto dizer que o movimento liberal esteja melhor preparado.

O debate público no Brasil se resume a xingamentos e insultos. Na maior parte das vezes com a clara intenção de convencer a massa sem instrução.

É ilusório esperar que a racionalidade científica prevaleça num confronto que envolve muitos interesses e paixões, mas não é demais desejar que algumas pessoas capacitadas acompanhem e julguem o debate desde um ponto de vista menos enviesado e mais compatível com o estado atual dos conhecimentos.

O número dessas pessoas é, com certeza, mínimo. O que se observa nas disputas correntes é que cada facção, no empenho de conquistar a adesão do povo inculto e distraído, procura não só simplificar suas idéias e propostas, comprimindo-as nuns quantos slogans e chavões que possam ser repetidos até impregnar-se no subconsciente da multidão como imperativos categóricos, porém busca simplificar ainda mais as do partido contrário, reduzindo-as a um esquema caricatural próprio a despertar incompreensão e repugnância. Para os fins práticos da disputa legislativa, é importante que tanto a adesão quanto a repulsa sejam alcançadas da maneira mais rápida possível, contornando discussões aprofundadas que poderiam amortecer as convicções da platéia ou adiar perigosamente a sua tomada de posição. Isso implica que as idéias do adversário não possam nunca ser examinadas objetivamente nos seus próprios termos e segundo suas próprias intenções, mas tenham de ser sempre deformadas para parecer tão repulsivas que a mera tentação de lhes conceder um exame benevolente soe ela própria como repulsiva, inaceitável, indecente.

O debate assim conduzido é, portanto, sempre e necessariamente uma confrontação de preconceitos, no sentido mais literal e etimológico do termo. Esse sentido contrasta de maneira chocante com o uso polêmico que no curso do próprio debate se faça desse termo como rótulo infamante. Carimbar as idéias do adversário como “preconceitos”, dando a entender que não passam de tomadas de posição irracionais e sem fundamento é, na maior parte dos casos, nada mais que um pretexto para não ter de examinar as razões que as fundamentam, muito menos a possibilidade de haverem nascido de boas intenções. Aquilo que aí se chama “debate” não é portanto nenhuma confrontação de idéias, mas uma mera disputa de impressões positivas e negativas, um jogo de cena.

É também natural que, justamente por isso, os debatedores procurem abrigar-se sob a proteção da “ciência”, mas nenhuma acumulação de dados estatísticos, nenhuma carga de citações acadêmicas ou mesmo de alegações cientificamente válidas em si mesmas dará qualquer legitimidade científica a um argumento, se este não inclui a reprodução fiel e a discussão científica dos argumentos antagônicos. Ciência é, por definição, a confrontação de hipóteses: se, em vez de ser examinadas extensivamente, as opiniões adversas são escamoteadas, caricaturadas, deformadas ou expulsas in limine da discussão sob um pretexto qualquer, de pouco vale você adornar a sua própria com as mais belas razões científicas do mundo. Não se faz ciência acumulando opiniões convergentes, mas buscando laboriosamente a verdade entre visões divergentes.

O teste da dignidade científica de um argumento reside precisamente na objetividade paciente com que ele examina os argumentos adversos. Quem logo de cara os impugna como “preconceitos” nada mais faz do que tentar criar contra eles um preconceito, dissuadindo a platéia de examiná-los.

Que as pessoas mais inclinadas a usar desse expediente sejam em geral justamente aquelas que mais apregoam a “diversidade”, a “tolerância” e o “respeito às opiniões divergentes”, não deve ser necessariamente interpretado como hipocrisia consciente, mas muitas vezes como sintoma de uma deformidade cognitiva bastante grave; deformidade que, por afetar pessoas influentes e formadores de opinião, arrisca trazer danos para toda a sociedade.

Quando digo “deformidade cognitiva”, isso não deve ser compreendido no sentido de mera deficiência intelectual moralmente inofensiva. A recusa de examinar as opiniões alheias nos seus próprios termos e segundo suas intenções originárias equivale à recusa de enxergar no adversário um rosto humano, à compulsão de reduzi-lo ao estado de coisa, de obstáculo material a ser removido.

Essa compulsão é de índole propriamente psicopática. Vejam a ótima entrevista da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa da Silva.



Quando legitimada em nome de belos pretextos humanitários, torna-se uma força ainda mais desumanizante, pois remove a conduta moral do campo da vida psíquica concreta para o da simples adesão a um grupo político ou programa ideológico. O ser humano então deixa de ser julgado bom ou mau por seus atos e sentimentos pessoais, mas por aderir à facção previamente autodefinida como detentora monopolística das boas intenções -- facção dispensada, por isso mesmo, de conceder ao adversário a dignidade da atenção compreensiva. A percepção direta das motivações humanas é aí substituída por um sistema mecânico de reações estereotípicas, altamente previsíveis e controláveis. E quando o programa já se tornou tão disseminado na mídia, no sistema de ensino e no vocabulário corrente ao ponto de já não precisar apresentar-se explicitamente como tal, mas passa a soar como a voz impessoal e neutra do senso comum, então a desumanização preventiva do adversário torna-se o procedimento usual e dominante nos debates públicos.

Não é preciso dizer que esse estado de coisas já vigora no Brasil desde há pelo menos uma década. Estamos em pleno império da manipulação psicopática da opinião pública.

Como já disse meu amigo Jonatas, "Só esperamos que os direitos humanos ganhem essa batalha e não os interesses políticos-eleitoreiros".