Outro dia estava caminhando em um shopping com um amigo e tinha uma promoção que unia CD e DVD da Paula Fernandes a um preço no estilo dois por um. Ele parou para olhar e disse que precisava comprar, que adorava a voz dela e etc. Foi quando eu disse não me interessar pelo trabalho dela. Acredito que se confessasse ser autor de um crime hediondo o impacto seria menor.
Hoje em dia há uma necessidade de blindar o artista que admiramos. Criou-se até um termo que denota, de certa forma, uma carência e falta de valores e identidade: as "Famílias". Família Restart, Família Luan Santana... Particularmente sou da família "Vou Ligar Meu iTunes no Modo Aleatório Que Ganho Mais".
Somos forçados a gostar de tudo. Caso contrário, se optarmos pela neutralidade não se interessando por aquilo, o mundo te tacha de antiquado e antimodernista. Se optarmos pelo não gostar, as "famílias" se armam até os dentes e promovem ataques violentos e gratuitos nas redes sociais. Os revolucionários de sofá!
Apesar de clichê, somos livres para sermos e fazermos o que quisermos. Podemos gostar de qualquer coisa, mesmo que vá contra o que a maioria afirma ser o "lance do momento". Não precisamos seguir o fluxo da maioria para sermos felizes. Caso contrário, tem algo errado.
Afinal, se queremos tanto ser individualistas, por que queremos ser iguais aos outros?

0 comentários :
Postar um comentário