A operação da Polícia Militar na cracolândia começa a trazer a tona inúmeros problemas que viviam escondido sob uma nuvem do medo que protegia traficantes e usuários. Crianças viciadas, dramas como o contado por Paulinho, dependente de crack da região da Cracolândia.
Mas, talvez o que mais assusta, se é que podemos dizer assim, são as mulheres grávidas que usam crack enquanto carregam seus filhos no ventre. Dados da polícia mostram que pelo menos 20 mulheres perambulam pela região.
São várias as histórias flagradas pelas câmeras da Folha.com. São várias as histórias que já passaram pelo local. São mulheres que engravidam muitas vezes sem saber o nome do pai e colocam no mundo crianças que nascem praticamente dentro do vício e sem uma identidade familiar, talvez até sem identidade pessoal. São mulheres que engravidaram após se prostituirem em troca de droga.
São mulheres como Lilian que, além de soropositiva, é viciada em crack e está grávida pela segunda vez. Ela está no nono mês de gravidez e frequenta a cracolândia. Sua outra filha tem dois anos e oito meses e mora com o irmão. Ou mulheres como Débora Cardoso, 28 anos, viciada em crack desde os 12 e grávida do quinto filho. Ela sonha ter uma carroça e catar papelão para juntar dinheiro, comprar um barraco e reunir os filhos.
São crianças que nascem prematuras, com defasagem motora e tantos outros males como sequelas neurológicas, hiperatividade, retardo mental e deficit de aprendizagem. Aliás, que aprendizagem? Afinal muitas delas talvez nem frequentem à escola e se o fizerem será por pouco tempo.
A reportagem da Folha de S.Paulo sobre o tema é impressionante e contém os resultados chocantes de um estudo realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Você pode conferir o texto completo clicando aqui (link disponível apenas para assinantes da Folha e do UOL).
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
As grávidas do crack
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