POR PAULA LIRA*
Não tem jeito. A gente só percebe
que a coisa está feia, quando nos vemos rolando do topo de uma escada. Não
literalmente, mas sabe aquele momento em que você se sente redonda a ponto de
explodir. Retenção de líquido, inchaço, tpm ou gordura mesmo. A verdade é que essa
sensação é tão real, que se tem vontade de ir correndo para a academia ou
decretar que nunca mais irá comer na vida.
É fato, que o Brasil está aos
poucos se tornando um “país com excesso de peso”, para não dizer “gordo” e de
acordo com os dados do IBGE 50,1% dos homens e 48% das mulheres estão acima do
peso. Junto com todos esses quilos vêm o colesterol, a diabetes, os problemas cardíacos,
além do risco de um acidente vascular cerebral (AVC). Culpe a falta de tempo e
de recursos, mas confesse: quem não se acostuma com uma refeição rápida e
suculenta? Culpe a preguiça crônica, o sono eterno, o trabalho bendito ou chefe
bacana. Mas a realidade é que é você, e apenas você que escolhe o que e o
quanto comer. E se as nossas escolhas definem o que nós somos... Então você é o
que come!
Os otimistas pensarão “Ui então
sou bem gostoso e suculento, irresistível até!”. No entanto, muitas vezes nos
esquecemos que aquele pneuzinho que tanto nos incomoda não atrapalha só os seus
planos de usar aquela blusinha branca de cetim, o seu jeans preferido ou a saia
longa elegante, mas principalmente a sua saúde física e mental. Primeiro vem o
cansaço, depois a falta de disposição, e o sonho de começar aquela aula de zumba
fitness ou o treino puxado na esteira começa a ficar cada vez mais longe.
Todo mundo tem o seu momento de
renovação e mudança, que vem das mais diferentes formas. Pode ser no topo da
escadaria, quando as roupas não entram mais ou quando se tem a descoberta de seus
verdadeiros quilos. A balança. Tão amiga e confiável, que pode levar lágrimas aos
seus olhos, principalmente, quando se fica muito tempo sem visitá-la. Esse é
claro, foi o meu caso. Mas o que eu poderia esperar depois de meses comendo
todas as opções de comida congelada e macarrão instantâneo?
O nosso tão companheiro sal, que
está presente do refrigerante ao shampoo, é composição obrigatória desses
produtos industrializados, junto com todos os seus corantes e conservantes,
ajuda a aumentar a pressão e a reter líquidos, e até causando reações
alérgicas, nos deixando a cada dia, mais parecidos com a bolha assassina. (quem
se lembra do filme?)
Quando se chega nesse nível de
percepção só resta um caminho a seguir: exercícios físicos, reeducação
alimentar – nada daquelas dietas que aparecem nas revistas-, exames médicos e
muita, mas muita força de vontade e disciplina. Se não encarar como o fim do
mundo e conseguir voltar à calma toda vez que estiver se desesperando ao ponto
de atacar o funcionário do Mc, as mudanças de hábitos poderão se tornar
divertidas, e poderá até dizer que “Ui sou gostoso, suculento, irresistível, mas
acima de tudo, saudável!”
Paula Lira é jornalista*

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