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| O que vai ser da Arena da Amazônia? (Foto: Divulgação) |
POR JULIANA VIEIRA*
O Brasil se prepara para receber os dois maiores eventos esportivos do mundo: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O governo brasileiro gasta uma montanha de dinheiro para se adequar às exigências para sediar as competições. Não há dúvidas que o brasileiro vai aproveitar como ninguém os trinta dias da Copa e dos jogos olímpicos, mas e depois? O que fazer com os investimentos e instalações quando tudo estiver terminado?
O próprio ministro do Turismo, Gastão Vieira, afirmou, no mês passado, que o maior desafio do Brasil será administrar e manter a herança que será deixada pelos eventos dos próximos anos. Apesar das obras dos aeroportos das 12 cidades-sede da Copa do Mundo não terem terminado as melhorias e talvez não terminarem até a data limite, três bilhões de reais foram empregados nas obras e a capacidade de receber turistas aumentará.
Porém, será que o país está preparado e se planejando para manter o interesse turístico após as seleções e os atletas voltarem para seus lugares de origem? O Rio de Janeiro é conhecido internacionalmente pelo lindo calçadão de Copacabana, mas também pelo alto índice de criminalidade, assim como outras cidades que sediarão a Copa do Mundo. Nos dias de jogos e competições, os municípios vão receber reforço de segurança, e, provavelmente, poucos casos graves de violência devem acontecer com o público. O desafio será manter a boa imagem do Brasil depois.
A pouco mais de um ano para o início da Copa do Mundo, os noticiários estão lotados de crimes: estupros dentro de transporte público, mortes após assaltos e discussões, sem falar dos assassinatos sem causas esclarecidas. Segundo Vieira, houve aumento de 11% de turistas brasileiros em 2012, em relação ao ano anterior, mas afirmou que “compete ao Ministério do Turismo manter esses aeroportos cheios, com uma quantidade enorme de passageiros quando esses eventos acabarem”.
Estádios como o Macaranã, Itaquerão, Arena da Baixada serão aproveitados após o uso, já que os grandes clube do Rio de Janeiro, o Corinthians e Atlético Paranaense estão acostumados a lotarem as arquibancadas em seus jogos, mas a Arena da Amazônia terá capacidade para mais de 25 mil torcedores, quando na realidade do futebol amazonense colocar dois mil torcedores no estádio é uma glória, então, quem vai utilizar a instalação que está custando para o bolso brasileiro cerca de 550 milhões de reais?
O ministro de Turismo está certo ao afirmar que será papel do ministério manter os aeroportos cheios de turistas, mas a responsabilidade do governo não para por aí. Ele também terá que utilizar os estádios e centros esportivos que serão construídos para as Olimpíadas e ajudar na evolução do esporte brasileiro.
*Juliana Vieira é jornalista


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