quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Querendo ou não ele era o Niemeyer

O arquiteto Oscar Niemeyer morreu aos 104 anos no dia 5 de dezembro de 2012 após ficar internado por pouco mais de um mês. Ele faleceu dez dias antes de completar o seu 105º aniversário. Ao longo de seus 104 anos, assinou quase 500 obras como a sede da Organização das Nações Unidas e o plano piloto de Brasília. Elas estão espalhadas pelas principais cidades brasileiras e em países como Estados Unidos, Líbano, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Israel e Itália.


Niemeyer é reconhecido internacionalmente por suas obras e se por um lado seu trabalho desperta admiração, por outro são comuns as críticas principalmente pelo fato de ser ateu e comunista. Ele justificava isso dizendo que foi levado a esse caminho por estar revoltado com a situação de miséria e desigualdade no mundo.

Entretanto, apesar de ateu ele projetou muitas igrejas. E fez isso afirmando que o prazer que sentia em ver uma obra religiosa bem realizada era muito menor do que a importância que dão aqueles que a frequentam.

Além disso, independente de acreditar ou não em Deus e de sua posição política, Niemeyer sempre deixou clara a sua posição político-social. Se importava com os mais pobres e chegou a dizer que a solidariedade justifica a nossa vida. Para ele não bastava fazer uma sociedade moderna mas sim mudar a sociedade.

Essa preocupação com o lado humano talvez seja a grande lição do arquiteto. O fato de ser ateu e socialista, criticado por uns e outros após sua morte, na verdade é um fator menor, quase sem importância. Aos religiosos mais fervorosos vale lembrar que o próprio Deus criou o livre-arbítrio para que pudéssemos acreditar nEle ou não.

Ou seja: querendo ou não ele era o Niemeyer.

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