Esportes olímpicos

Mesmo com medalhas e reconhecimento, esportista olímpico também tem que pedir esmola para conseguir treinar no Brasil.

Salve Jorge

A novela de Glória Perez ainda sofre com a saudade de parte do público das aventuras e brigas de Carminha e Nina em Avenida Brasil.

O dia em que o metrô sorriu

Era daqueles dias em que se está pronto para matar ou morrer, tudo para conseguir um espaço, um assento ou uma passagem.

Biografia definitiva?

As pedras do meio do caminho, vividas pelo biografado, são instantes que a vida capta e transpõe para ações possíveis de serem contadas.

Demissões de jornalistas

Ninguém quer perder uma equipe de profissionais competentes e alguém tem que fazer o papel de advogado do diabo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Coca-Cola assume que engorda

Foto: Rick Wilking/Reuters
Em uma ação curiosa, a empresa americana Coca-Cola assumiu que engorda. Em um anúncio de cerca de dois minutos veiculado na televisão nos Estados Unidos, ela debate a questão da obesidade e afirma que a empresa tem realizado várias tentativas de lançar bebidas menos calóricas além de destacar a quantidade de açúcar presente em cada embalagem. Em outro ponto, a empresa também ressalta que patrocina a pesquisa de adoçantes naturais e que também passou a oferecer sucos e chás para seus consumidores.

Em um comercial mais curto, a empresa mostra alternativas para o consumidor perder as calorias. A estratégia está desembarcando também Brasil e vários outdoors com anúncios da empresa mostram o quanto de caloria cada lata do produto tem e mostra como ela pode perder o que foi ingerido. Até um site foi lançado para tratar de questões como por que exercícios são importantes, nutrição e equilíbrio energético e a nossa relação com as calorias.

A vice-presidente mundial de relações públicas da Coca-Cola, Diana Garza Ciarlante, disse em comunicado que a campanha é parte da estratégia da empresa. "Nossos esforços não param aqui. Vamos continuar a educar, inovar e ajudar as pessoas a ter uma vida saudável", afirmou.

Vale lembrar que o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg baniu a venda dos famosos "copões" com mais de 473 mililitros (ml) de bebidas açucaradas em bares e lanchonetes. A medida entra em vigor a partir de março. Por lá, 58% dos adultos estão acima do peso e segundo levantamento feito pela prefeitura, as doenças relacionadas à obesidade custam 4 bilhões aos cofres da cidade.

De acordo com dados da Associação Médica Brasileira (AMB), 65 milhões de brasileiros está com excesso de peso, o que significa 40% da população. Além disso, 10 milhões de pessoas no país são considerados obesos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), se o ritmo de crescimento do número de pessoas acima do peso for mantido, em dez anos o país terá se igualado aos Estados Unidos.

Ainda de acordo com o IBGE, as famílias estão substituindo itens como arroz, feijão e hortaliças por bebidas e alimentos industrializados como biscoitos, carnes processadas, comida pronta e refrigerantes. Por causa disso, o consumo desse tipo de bebida e outros produtos altamente calóricos cada vez mais está na berlinda. Tanto que o consumo de refrigerantes é atacado em diversos meios como a televisão, jornais e revistas em reportagens e programas que falam de saúde e bem estar.

De olho nisso, a própria Coca-Cola diversificou sua linha de produtos e no Brasil já comprou empresas na linha de águas, chás e sucos. Em outra ação, nos Estados Unidos a empresa comprou uma marca de bebidas lácteas. Tudo para conter a crise de imagem que envolve o seu principal produto.

Com Exame.com

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Prevenção de acidentes deve ser constante e não somente após tragédias como em Santa Maria (RS)

Após a tragédia na boate Kiss em Santa Maria (RS), um verdadeiro mutirão se formou em todo o Brasil. Autoridades decidiram fazer vistoria em casas noturnas para evitar que uma novo acidente nos mesmo moldes volte a acontecer. Além disso, várias denúncias anônimas de irregularidade foram feitas e várias casas noturnas foram fechadas no país.

Entretanto, não adianta realizar uma blitz nos dias e semanas seguintes, e um ou dois meses depois não se ouvir mais falar de nenhuma ação nesse sentido. Não adianta prevenir logo depois de um susto e após um tempo não se fazer mais nada, ou corremos o risco de não agir de forma preventiva mas sim aplicando o remédio quando a doença já está em fase bem avançada ou terminal.

Para evitarmos que o problema aconteça em outras casas noturnas, é preciso vistoriar sempre, punir quando alvarás estiverem vencidos, impossibilitar funcionamento quando documentos estiverem faltando e não deixar que artefatos potencialmente perigosos façam parte de apresentações.

É preciso ainda a união e atenção de todos os envolvidos: autoridades e sociedade civil, principalmente por parte dos frequentadores desses ambientes. Todos temos uma parcela de responsabilidade nesse processo: é preciso realizar vistorias, cobrar prazos, aplicar punições, realizar denúncias.

E aos responsáveis pelo entretenimento, é mais do que preciso ter responsabilidade e garantir a segurança.


Leia também:

Incêndio na casa noturna em Santa Maria (RS): uma tragédia com muitas dúvidas e apenas uma certeza

O desserviço das redes sociais na cobertura da tragédia em Santa Maria (RS)

Clique aqui e saiba como ajudar vítimas e famílias do incêndio em Santa Maria

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

'Irmã Zuleide' e a responsabilidade na internet

Foto: Reprodução/Facebook
A prisão do DJ Álvaro Oliveira Rodrigues, que utilizava a foto de uma professora de Campinas para satirizar evangélicos nas rede sociais e com isso reuniu mais de 2,1 milhões de fãs no Facebook além de mais de 400 mil seguidores no Twitter, serve de alerta para inúmeros perfis falsos espalhados na rede com a mesma característica.

O próprio criador da personagem "Irmã Zuleide" admitiu que usou uma foto aleatória, encontrada na internet, como se fosse algo natural, e como se isso minimizasse a responsabilidade dele. Na verdade aumenta pois ele se aproveitou da imagem de outra pessoa para satirizar um grupo, o que causou constrangimento à verdadeira dona da foto que relatou ter virado motivo de chacota na cidade em que mora. Ele chegou inclusive a ironizar a punição nas redes sociais. Resguardadas as devidas proporções, é um crime semelhante ao de fazer uma compra imensa com um cartão de crédito roubado e assinar como se fosse o dono do documento.

É comum ouvirmos afirmações do tipo "a internet é terra de ninguém", dando a falsa sensação de que tudo é permitido. E não é. A rede é uma extensão da nossa vida real e devemos agir assim como somos no cotidiano, com os mesmos cuidados e cautelas. E com a mesma ética também. De um lado, vi gente criticando os sites de busca por permitirem que a foto da vítima em questão fosse localizada. Mas na verdade a culpa não é do buscador nem da vítima. Quem se apropriou do patrimônio alheio foi o criador do personagem.

Demonstra falta de responsabilidade e respeito a atitude de se esconder atrás de personagem para satirizar um grupo e usar outra pessoa, por meio do emprego de sua imagem, para "assinar" a crítica. Isso é muito comum e numa busca simples é possível encontrar perfis que vão além do puro sarcasmo e usam "outras pessoas" para se exporem de forma até sexual em blogs e perfis em redes sociais.

A prisão da "Irmã Zuleide" é emblemática e serve para mostrar que usar a imagem alheia sem autorização é crime e o culpado pode responder por constrangimento, injúria, difamação e danos morais, entre outros. Só resta a lei fazer a sua parte e punir. Afinal, um veículo de natureza democrática deve mostrar que também tem regras para que seja respeitado.

As cores exuberantes da vida marinha

O fotógrafo americano Mark Laita lançou o livro Sea onde, com o emprego de uma técnica simples porém genial, mostra as cores da vida marinha de forma incrível. Os animais estavam em águas cristalinas e o fundo usado na captura das imagens era na cor preta, que ajudou a mostra a beleza multicolorida dos animais marinhos.

O livro pode ser comprado clicando aqui. Veja algumas fotos:






Vi no Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Distribuição do cinema nacional é deficitária e impede que bons filmes cheguem às telas

O cineasta Cláudio Assis disse que o cinema brasileiro sofre com o problema falta de distribuição. E isso é bastante perceptível quando vemos bons títulos que são produzidos, mas a obra fica praticamente inédita pois não chega aos cinemas, televisão e nem é comercializada. São vários os exemplos e um deles é o genial  Corpos Celestes que ficou restrito a algumas salas e festivais.

Tão importante quanto os investimentos que ajudam na produção, é necessário se ater à distribuição. Não basta produzir boas obras, contar boas histórias sem fazê-las chegar ao espectador. E ter uma rede de distribuição eficaz é a única forma de garantir que um produto chegará ao consumidor final. Sem isso, a possibilidade se sucesso é nula.

Conversei com Jefferson Parreira, estudante de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, e ele comentou que os incentivos do governo não focam essa etapa tão importante, a distribuição, e que é a responsável por disseminar e mostrar o trabalho ao público. "Na última década, houve um crescimento de recursos federais e de leis de incentivo destinados à apoios e fomento para o setor audiovisual, mas em grande parte esses recursos contemplam a fase de produção das obras", disse.

E onde vão parar as produções? Ninguém sabe. "O destino dessas obras em sua maioria é incerto, tendo em vista que não chegam ao grande público por via das salas de cinema e exibições nas televisões. Uma forma de tornar acessíveis essas obras é por meio de festivais e mostras de filmes", explica. 

O problema interfere até no trabalho de grandes profissionais. "Mesmo diretores premiados em diversos festivais acabam não ganhando espaço para que seus filmes sejam exibidos ao grande publico. O Som ao Redor, filme de Kleber Mendonça Filho, conseguiu se destacar nos festivais e vem ganhando força, ocupando salas de cinema, mesmo que ainda de forma pontual. Mas é um entre vários filmes. Ele recebe a competência de representar aqueles irmãos, que compartilham das mesmas estéticas, que vem sendo propostas durante esses anos", explica.

E assim, fazer cinema no Brasil pode se tornar uma utopia para quem não está associado a grandes empresas responsáveis por produzir as obras. "Se para o produtor audiovisual, a exibição já é grande entrave, falar em distribuição desses filmes que não pertencem às grandes produtoras e estão fora do circuito comercial, é falar em utopia", finaliza.

O desserviço das redes sociais na cobertura da tragédia em Santa Maria (RS)

As redes sociais têm um poder imenso. Várias mobilizações já foram realizadas e usaram os serviços disponíveis como Twitter e Facebook para propagar informações e imagens. Entretanto, parece que um emburrecimento generalizado tornou a curiosidade e a bizarrice as características mais fortes, o que é lamentável e durante a cobertura da tragédia no Rio Grande do Sul isso se tornou bastante perceptível.

O blog Meio Bit questionou o poder das mídias sociais:
No caso do incêndio que matou mais de 200 jovens, as reações em redes sociais foram bem previsíveis. Pessoas indignadas, pessoas reclamando das pessoas indignadas alegando que elas não tem ligação com as vítimas e portanto, não poderiam sentir pelo ocorrido. Pessoas fazendo piadas de gosto duvidoso. Pessoas se ofendendo com as piadas. Religiosos dizendo que foi punição de Deus para com os “pecadores” que estavam se divertindo ao invés de buscar Jesus. Enfim, um monte de lixo e ruído em uma situação onde o mais importante era passar informações sobre o ocorrido e sobre como ajudar da melhor forma.
Na verdade, a ação das mídias sociais poderia ser organizada mas foi tumultuada. Inúmeros posts com fotos e informações inúteis e desrespeitosas, que visavam mais o ganhar curtidas e retweets, e com isso atrair novos seguidores. Um tal de inflar números e egos a qualquer custo, mesmo que seja usando a morbidez e o humor negro. Lamentável e insensato numa situação como esta. Já diz a sabedoria popular "muito ajuda quem não atrapalha".

Esse poder do compartilhamento poderia ser usado para disseminar informações que ajudassem, como o que fazer para ajudar e o que estava acontecendo. Curioso é ver a mobilização séria realizada em "pseudo-causas" como uma solicitação de um artista famoso para que seu vídeo chegue ao topo de algum ranking qualquer ou mesmo em época de votação de reality shows. O artista e o fã não estão errados de realizarem uma corrente nesse sentido afinal a rede social também é entretenimento e interação. Porém, a mesma seriedade e responsabilidade usada em um deveria ser amplamente empregada no momento de crise.

O que se viu foi o oposto: um esforço para se mostrar imagens dos mortos dentro da boate, cenas chocantes da tentativa de salvamento, piadas (!) desnecessárias sobre o caso, julgamentos religiosos e até laudos de especialistas e peritos de fim de semana de toda a parte do Brasil, publicados em murais e compartilhados, curtidos e retweetados por várias pessoas. Ações que em nada ajudam na solução dos problemas e no apaziguamento da dor de dezenas de milhares de familiares e amigos.

Mas, infelizmente é como se a dor de centenas de pais e mães não valesse nada além de ser um ótimo combustível para atrair seguidores e inflar números de seguidores, curtidas, compartilhamentos e retweets. Atitudes que demonstram apenas carência, falta de sentimento e nenhum respeito com a dor alheia.

Leia também: Incêndio na casa noturna em Santa Maria (RS): uma tragédia com muitas dúvidas e apenas uma certeza

Clique aqui e saiba como ajudar vítimas e famílias do incêndio em Santa Maria.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Incêndio na casa noturna em Santa Maria (RS): uma tragédia com muitas dúvidas e apenas uma certeza

Foto: Fernanda Bona/Divulgação Boate Kiss
Entre tantas histórias sobre a tragédia em Santa Maria (RS), uma coisa assusta: no meio da confusão os seguranças da casa noturna Kiss os seguranças exigiam que as pessoas pagassem a comanda antes de sair do incêndio. É deplorável sabermos que na hora da tragédia o dinheiro seja mais importante que o fato de salvar vidas.

O que ocasionou esse drama para centenas de famílias com mais de 230 mortos e dezenas de milhares de parentes e amigos de luto será levantado com as perícias e análises, mas a falta de preocupação com as vidas que estavam lá dentro já se mostrou nas atitudes dos seguranças, de acordo com os relatos de vários sobreviventes.

Se eles foram treinados ou não para esse tipo de situação é uma discussão a parte. Deveriam ter sido, talvez não foram ou talvez tenham sido de forma um pouco mais mercenária e visando não o bem estar, mas o lucro. Ou seja: eles faziam a segurança da conta bancária do estabelecimento e não dos frequentadores. Deveria ser o contrário.

Depois de algum tempo, quando os seguranças perceberam que realmente havia fogo os profissionais começaram a liberar a saída e outro problema apareceu: o local tinha apenas uma saída e o acesso à ela era difícil por causa de uma grade de proteção. Não tinha saída de emergência. Porém, quando o assunto é segurança, não dá para esperar algo acontecer e só então agir. É preciso prevenir!

E quando quem estava dentro da casa noturna conseguiu sair, outro perigo surgiu: guiados pelo instinto de sobrevivência, quem estava dentro do local tentou fugir e pisotear as pessoas que caíam durante a fuga. Uma cena assustadora que remete a filmes que retratam grandes tragédias.

Foto: Germano Roratto/Agência RBS
Outro fato relatado por Taynne Vendrúsculo, estudante que estava dentro da casa noturna, também causa estranhamento: a banda usava efeitos pirotécnicos dentro de um ambiente fechado. Neste caso não dá para dizer que uma irresponsabilidade é parte do show assim como não dá para dizer que colocar vidas em risco é expressão artística ou parte do show.

Não dá para dizer que mais de 230 mortos é parte de qualquer show. Não dá para dizer que dezenas de milhares de olhos com lágrimas por causa da perda de um parente ou amigo faz parte de algum show.

São muitas as questões a serem investigadas em relação a essa tragédia. E no meio de tantas dúvidas e incógnitas, apenas uma certeza: as dores são maiores que qualquer coisa e as perdas são irreparáveis.

Leia também: O desserviço das redes sociais na cobertura da tragédia em Santa Maria (RS)

Clique aqui e saiba como ajudar vítimas e famílias do incêndio em Santa Maria.

Clique aqui e veja imagens da tragédia em boate do RS

sábado, 26 de janeiro de 2013

Golfinho com linha e anzol em nadadeira pede ajuda para mergulhador no Hawaii; veja vídeo

Uma imagem impressionante para começarmos o fim de semana. Um golfinho se aproximou de um grupo de mergulhadores no Hawaii e mostrou a nadadeira lateral com uma linha de pesca e um anzol enroscados, ferindo o animal. O mergulhador Keller Laros entendeu o pedido de ajuda e começou a soltar o golfinho. O animal se manteve parado e tranquilo durante a operação. Veja o vídeo capturado por outro membro do grupo:


Fonte: DiveMag

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

São Paulo seria o 36º maior PIB do mundo se fosse um país, afirma Fecomercio

Foto: Paulo Ciola

A cidade de São Paulo é detentora de um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de R$ 450 bilhões, segundo dados de 2010, divulgado pelo IBGE. Se fosse um país seria a 36ª economia mundial, diante países como Portugal, Finlândia e Hong Kong. A cidade agrega as mais diversas atividades econômicas, o que reduz os riscos para a cidade em casos de turbulências financeiras, ao contrário da maioria das cidades e regiões brasileiras que concentram as atividades econômicas em setores como petróleo, comércio exterior, mineração, agrícola, entre outros.

O dado consta no estudo produzido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), desenvolvido por conta da celebração dos 459 anos da metrópole. O levantamento da entidade compara o tamanho da economia paulistana em relação a outros países, estados e regiões, destacando a importância do município. Os dados baseiam-se nos números do PIB dos municípios de 2010, publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dados internacionais divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

A economia paulistana, quando comparada com os países da América Latina, permaneceu na mesma colocação do que em 2009, em quinto lugar. Entretanto se aproximou ainda mais da Colômbia e Venezuela, quarta e terceira colocadas, respectivamente. O PIB da cidade de São Paulo representa cerca de 70% da economia da Argentina, 85% da Venezuela e 90% da Colômbia. Além disso, seu PIB é cerca de 17% maior do que o produto interno do Chile e quase duas vezes a soma dos quatro países entre a oitava e décima primeira colocação (que somam 138 bilhões de dólares).

O PIB da cidade de São Paulo também foi comparado com o dos 50 estados americanos, mais a capital Washington. Se a cidade de São Paulo fosse um estado norte-americano, estaria a frente de 31 desses estados. Em relação a 2009, houve um ganho de cinco posições da economia paulistana se fosse um estado americano. A explicação está no processo de crescimento mais acentuado aqui no Brasil (7,5%) do que visto nos Estados Unidos (2,9%), em 2010.

Dentro da própria economia brasileira, o PIB paulistano representa 12% do nacional. Entre as regiões, a economia paulistana representa 21% do PIB da região Sudeste, 65% da Sul e 87% da Nordeste. O PIB de São Paulo é ainda 27% maior do que o PIB do Centro-Oeste e quase duas vezes e meia o da região Norte.

Na comparação entre os estados, a cidade de São Paulo, se fosse uma Unidade Federativa, seria o segundo mais rico, atrás somente do próprio estado de São Paulo. A cidade está R$ 36,4 milhões à frente do estado do Rio de Janeiro, que ocupa a terceira posição do ranking.

Cálculos feitos através das informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, que apresenta o potencial de consumo das regiões e por faixa de renda, aponta que as famílias paulistanas gastam em média por mês em despesas de consumo praticamente o mesmo de todas as famílias do estado carioca e mais de duas vezes o consumo das famílias da região Norte. A classe A paulistana, por exemplo, despende 98% do valor que todas as famílias do estado de Pernambuco consomem.

A FecomercioSP destaca que, entre outros números oficiais da SPTuris, São Paulo sedia 38% das cem maiores empresas privadas de capital nacional, 63% dos grupos internacionais instalados no Brasil e 17 dos 20 maiores bancos. A cidade recebe cerca de 12 milhões de visitantes por ano, sendo que 56,1% deles vêm para São Paulo a negócio. O município ainda conta com 12,5 mil restaurantes, 42 mil apartamentos, 160 teatros, 260 salas de cinema e 110 museus.

São Paulo também realiza 90 mil eventos por ano, um a cada seis minutos, sendo sede do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 (R$ 230 milhões), Parada GLBT (R$ 189 milhões), Fórmula Indy (R$ 126 milhões), Salão do Automóvel (R$ 125,5 milhões) e Bienal de São Paulo (R$ 120 milhões).

De acordo com a Assessoria Técnica da FecomercioSP, no próximo estudo, com dados referentes a 2011, São Paulo deverá apresentar nova melhora no ranking, porém variando menos que em 2010. Isso por causa do crescimento nacional de 2011 de apenas 2,7%, ou seja, valor inferior aos 7,5% vistos em 2010. A questão cambial também pode contribuir para brecar a variação de 2011, já que o real se valorizou em uma velocidade inferior do que foi visto entre 2009 e 2010.

Dilma, preste atenção: o país é de todos, por Miriam Leitão


Excelente texto de Miriam Leitão para o jornal O Globo:
A mensagem da parte final da fala da presidente Dilma Rousseff lembrou o princípio usado na propaganda oficial do governo Médici. Confundiu crítica, ou análise que contrarie o discurso oficial, com falta de amor à pátria. Misturou governo e nação.

Como sabem os que combateram o regime, entre eles a própria presidente, governos são sempre temporários e não são a encarnação da país.

Discordar de uma decisão governamental, apontar riscos, não é torcer contra. Só governos de índole autoritária fazem esse tipo de interpretação. Se esse for o tom da campanha da presidente por mais um mandato será lamentável.

Convocar rede nacional de TV e rádio para o início extemporâneo de campanha eleitoral é irregular. A rede está à disposição do governante para assuntos de interesse coletivo e para informações úteis para a população.

Convocá-la para anunciar a queda do preço da energia faz sentido, o que transformou a natureza do pronunciamento foi o tom escolhido pelo marqueteiro da presidente, na segunda metade do texto lido por ela, de ataque a todos os que não cultuam o governo. Seria, segundo diz a peça publicitária, coisa de gente sem fé no Brasil.

A primeira parte foi apresentação entusiasmada da sua visão da conjuntura, o que é normal. Depois, virou palanque fora de época. Mas, por uma questão de método, nenhum gestor, público ou privado, deve acreditar na inexistência de risco de curto, médio e longo prazos em qualquer projeto.

A queda do preço da energia tem o benéfico efeito de reduzir o custo das empresas, aumentando a competitividade do país, e de diminuir o peso da luz no orçamento das famílias. Ótimo.

O problema é que a medida teria que vir com uma campanha de redução do consumo, porque neste exato momento o baixo nível dos reservatórios está exigindo o uso das térmicas que encarecem a energia. Portanto, quanto maior for a demanda, mais alta fica a conta a ser paga mais tarde.

Se a redução do preço for entendido como um estímulo ao consumo, num momento de escassez, o resultado será o oposto do que busca o programa.

Parte da redução do preço será coberta por recursos do Tesouro, o que, no final das contas, é dinheiro de todos nós. Parte é resultado da antecipação do fim dos contratos com as empresas. A elas foi dado um prazo exíguo e duas opções: permanecer com o mesmo contrato até a sua expiração ou renová-lo por 30 anos com uma indenização pelo investimento ainda não amortizado. Os cálculos do que seria pago às empresas foram abaixo do que se esperava.

Algumas recusaram e isso não as faz inimigas do país, integrantes do pessoal “do contra”. Foi uma decisão gerencial. Se o próprio governo ofereceu dois caminhos é porque ambos eram possíveis e tinham perdas e ganhos. A maioria das que aceitaram a fórmula do governo é de estatais federais.

Há vários fios desencapados no setor de energia e seria bom se o governo tivesse uma atitude mais sóbria em relação ao tema.

O atraso nas linhas de transmissão, principalmente as que estão sob a responsabilidade da Chesf, é uma das inúmeras frentes de trabalho. O setor de transmissão precisa de muito mais investimento para renovação das linhas e modernização de sistemas obsoletos. As empresas têm que investir mais, e a maneira como foi conduzido esse programa as descapitalizou.

A queda das ações torna difícil buscar recursos no mercado de capitais e limita o endividamento.

As hidrelétricas construídas muito longe dos centros de consumo exigirão um enorme esforço para não se reproduzir, em grande escala, o que está acontecendo com os parques eólicos: começarem a gerar antes de estarem prontas as linhas de transmissão. O custo total para o país de não usar os parques eólicos pode chegar a R$ 1 bilhão.

Há dentro do governo relatórios alertando para vários desses riscos. De vez em quando a imprensa consegue capturar um. Ou há gente “do contra” infiltrada ou o governo deveria avaliar esses alertas internos com mais atenção.

Há fatos intrigando especialistas ouvidos pelo governo que podem indicar que há sistemas de previsão internos que precisam ser aperfeiçoados. Tudo isso deveria estar sendo analisado com cuidado. Mas o governo preferiu transformar a energia em bandeira política e entregou o tema ao maniqueísmo próprio dos marqueteiros das campanhas eleitorais.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ricos vivem em favelas durante fórum de Davos
























Via Exame.com. Comento logo depois:
ONG coloca ricos para viver em favelas em DavosAproveitando a presença de executivos, economistas e chefes de estado, organização levou seu projeto mundial para a Suíça

Uma ONG com sede em Hong Kong decidiu que a melhor forma de fazer as pessoas entenderem o que é viver abaixo da linha da pobreza, é mostrando na prática as dificuldades. A Crossroads Foundation tem um projeto batizado de Global X-periences, no qual leva para diversas partes do mundo simulações do que é viver com pouco dinheiro.

A organização aproveitou o Fórum Econômico Mundial, que está acontecendo em Davos, na Suíça, para mostrar para CEOs, economistas renomados e chefes de estado o que é viver com poucas condições financeiras.

Para isso, instalou casas que simulam uma favela e levou o desafio Struggle For Survival (paper bag simulation), algo como Luta pela sobrevivência (desafio da sacola de papel). Nessa atividade, os participantes são convidados a fabricar sacolas com jornal e cola simples e convencer as pessoas a comprar o material. A renda deve ser suficiente para pagar as contas de casa e comprar comida para toda a família.

A ideia de levar o projeto para Davos é aproveitar a concentração de nomes ilustres para promover conscientização. As fotos acima mostram Paul Bulcke, CEO da Nestlé, e sua esposa, Marlene, participando das simulações paralelas ao Fórum.

O vídeo abaixo mostra como é o desafio montado em Davos. Segundo a ONG, quase metade da população mundial vive com menos de 2,50 dólares por dia. A maior parte dessas pessoas está presa em um ciclo de pobreza. Nas imagens, a ONG justifica a ideia com um provérbio africano. “Para entender um homem, você precisa primeiro andar com os sapatos dele”.
Criar teorias sobre a pobreza e a miséria não é a melhor forma de resolvê-las. É preciso colocar a mão na massa e conviver com a situação para só então podermos dimensionar corretamente. Ou caso contrário caímos no risco de criar projetos assistencialistas com base no famoso "achismo".

Essa é mais uma daquelas iniciativas que deveriam ser multiplicadas e realizadas com frequência, para que não fique uma coisa realizada para "suíço" ver. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Governo Federal barateia energia, mas o que vem depois?

O Governo Federal anunciou o barateamento maior do que o previsto das contas de energia elétrica. Uma medida positiva e que desonera o bolso do brasileiro pois a conta de luz é o principal gasto fixo das famílias e serviço importantíssimo quando o assunto é ciência e tecnologia, pilares do desenvolvimento nacional e que vai tornar o Brasil uma nação de forma efetiva, como já salientou Dilma Rousseff.

O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Romeu Rufino afirmou que o corte maior terá recursos do Tesouro Nacional. A previsão inicial era de que o fossem injetados R$ 3,3 bilhões para que o governo pudesse colocar em prática a medida. Mas os índices divulgados nesta quarta-feira pode fazer o valor ser maior. Porém, o Brasil tem outras contas e outras dúvidas e dívidas. A inflação sofreu alta em janeiro, a maior desde 2003 e a arrecadação será menor por causa das redução de impostos, por exemplo.

Aliviar as contas é sem dúvida muito importante. No caso da indústria a redução do valor da tarifa de energia elétrica pode significar redução de preço para o consumidor final. Já nas famílias esse dinheiro extra é investido em alimentação e faz com que famílias possam ter, carne (isso mesmo, carne!) como item um pouco mais presente no cardápio.

Só é preciso tomar cuidado onde corta e o quanto corta, evitando atitudes que às vezes parecem planos midiáticos que visam uma eleição tranquila no próximo pleito. Caso contrário a conta a ser paga no futuro pode ser grande e indigesta, com cortes e reajustes que visam estancar e não mais beneficiar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Internação compulsória de viciados em crack: uma solução polêmica

Foto: Tatiana Santiago/ G1 
As internações involuntárias de dependentes químicos começaram nesta segunda-feira (21) na cidade de São Paulo. A decisão é polêmica e causou até um protesto em frente ao centro responsável pelo atendimento desses casos. Em uma faixa, eles afirmavam que nem todos que usam crack são viciados.

O problema é que os viciados são um drama para os familiares. Os relatos, sempre os mesmos: mães, mulheres, filhos, parentes de vários graus pedindo ajuda para internar um ente que está viciado. A dor da família é muito grande ao ver um parente sofrendo e não poder fazer nada, como no caso da filha que dopou o pai para levá-lo à internação. Neste ponto, a decisão é importante pois ajuda a resolver este problema.

Por outro lado, a internação compulsória vai contra um princípio básico no tratamento: o usuário deve querer largar o vício. Se ele não estiver decidido, ele pode voltar a usar a droga logo depois de encerrar o tratamento.

Apesar de tanta polêmica, vale salientar que esse tipo de abordagem, apesar de colocada como violenta por uns, é menos agressiva que a usada por várias vezes e fez com que os usuários se espalhassem pela cidade de São Paulo, fugindo da ação da polícia.

Compreende o vício e tratá-lo como problema social e de saúde pública é o melhor caminho para resolvê-lo. Tratá-lo como problema de segurança é um erro de trajeto que vai levar a um resultado praticamente nulo. Agora é esperar que essas pessoas realmente saiam do vício e não voltem a usar a droga.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Férias

Este blog voltará a ser atualizado no dia 21 de janeiro de 2013.