Esportes olímpicos

Mesmo com medalhas e reconhecimento, esportista olímpico também tem que pedir esmola para conseguir treinar no Brasil.

Salve Jorge

A novela de Glória Perez ainda sofre com a saudade de parte do público das aventuras e brigas de Carminha e Nina em Avenida Brasil.

O dia em que o metrô sorriu

Era daqueles dias em que se está pronto para matar ou morrer, tudo para conseguir um espaço, um assento ou uma passagem.

Biografia definitiva?

As pedras do meio do caminho, vividas pelo biografado, são instantes que a vida capta e transpõe para ações possíveis de serem contadas.

Demissões de jornalistas

Ninguém quer perder uma equipe de profissionais competentes e alguém tem que fazer o papel de advogado do diabo.

sábado, 21 de janeiro de 2012

E a Luiza foi e voltou do Canadá

Essa semana o grande assunto das redes sociais foi a Luíza, que estava no Canadá. Não se sabe bem o motivo de tanto alvoroço, mas a internet tinha apenas esse assunto.

Enquanto isso, entre outras coisas...

  • a situação na cracolândia continuou se desenrolando de forma violenta
  • até o navio que afundou na itália foi esquecido
A internet já produziu memes mais interessantes, como o de outra Luiza, a Marilac, e seus "Bons Drink", ou mesmo a fã do Restart e a famosa "puta falta de sacanagem". Não deixamos de nos preocupar com o resto do mundo por conta de um viral e por conta dos quinze minutos de fama de uma até hoje desconhecida.

Parece que há uma falta de criatividade na criação de memes, ou até mesmo um vazio que torna qualquer coisa em um sucesso rápido, efêmero e vazio.

E enquanto a Luíza foi e voltou do Canadá, nós ficamos aqui postando no Twitter e no Facebook.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Economia mundial à beira da recessão

O relatório "Situação e Perspectivas da Economia Mundial" elaborado pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), afirma que "uma nova recessão global é uma possibilidade nada desdenhável".

O texto do documento afirma que "a economia mundial está oscilando e muito perto de uma nova recessão. Espera-se crescimento anêmico nos anos de 2012 e 2013. Os problemas que assolam a economia mundial são múltiplos e interligados. Entre os maiores desafios está a luta contra a crise do emprego e o declive das perspectivas de crescimento, especialmente no mundo desenvolvido".

A crise do emprego citada no texto faz referência ao déficit global de 64 milhões de postos. Esse número pode pular para 71 milhões.

O relatório sugere também que as políticas públicas são os principais fatores preocupantes no cenário econômico 2012-2013. "A falência dos formuladores de políticas públicas, especialmente os europeus e os norte-americanos, em tratar a crise de emprego e prevenir o perigo da dívida pública e a fragilidade do setor financeiro representa o maior risco para a economia global na perspectiva de 2012-2013".


AMÉRICA LATINA

Para América Latina, a queda no crescimento de países com forte relacionamento econômico, como China (um dos principais compradores e investidores da região), poderia afetar e muito o crescimento local. "Com os riscos de agravamento da situação europeia e norte-americana, a América Latina e as economias do Caribe seriam duramente atingidos e o crescimento poderia cair abaixo de 1% na região, com o Brasil estagnado e o México entrando em recessão juntamente com os Estados Unidos".


SITUAÇÃO PEDE CAUTELA

Poderemos entrar em uma fase econômica difícil e seria imprudente considerar isso apenas mais uma marolinha, mas sim trabalhar para que os efeitos no países sejam pequenos. O Brasil pode até não falir ou até mesmo ter um desempenho parecido com o da crise de 2007, tida como "marolinha" pelo governo Lula. Na época o país saiu da crise mais forte, o que ajudou e muito nos resultados positivos que temos hoje. Porém, é necessária uma atenção forte e se preparar.

Afinal, quando se trata da saúde econômico-financeira de uma nação o ideal é sair do populismo e entrar no velho ditado popular: "é melhor prevenir do que remediar".

sábado, 14 de janeiro de 2012

Haiti: dois anos depois do terremoto

A última quinta-feira foi o aniversário do terremoto do Haiti de 2010, que matou pelo menos 223 mil pessoas, feriu pelo menos outras 300 mil e deixou 1,5 milhão desabrigadas. Dois anos depois, um terço dessas pessoas ainda estão sem moradia e vivem em abrigos de emergência, 4,5 milhões sofrem com a escassez de alimentos e possivelmente se alimentado com os biscoitos de barro. Além disso 60% da população está sem emprego.

"Té": biscoito feito de barro, água e manteiga / Marcello Casal Jr./ABr
Uma epidemia de cólera se alastrou pelo país. Pelo menos 500.000 haitianos já foram infectados dos quais 7.000 morreram. Um problema antigo, a falta de condições sanitárias, é o fator principal a tornar a doença, já controlada no mundo, um problema a mais para ser combatido.

Muitos haitianos saem do país e entram no Brasil a procura de trabalho. No ano passado, 4 mil haitianos entraram no país de acordo com o Ministério da Justiça. Pelo menos 1.600 deles já tiveram a situação legalizada. Logo que chegam, eles vivem em situação precária de habitação e de alimentação. Uma reportagem do JN No Ar mostra essas condições e mostra também que muitos empreiteiros preferem o trabalho dos haitianos, que chegam a ganhar R$ 25,00 por dia. O maior problema deles é conseguir o visto.


Em entrevista ao programa Entre Aspas da Globo News, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou que a intenção do Governo é regularizar a situação de todos e que irá conceder 100 vistos por mês para que eles possam trabalhar e ter acesso a todos os direitos civis. Esse número poderá ser revisto caso a demanda aumente ao longo do tempo.

Muito já foi feito ao longo desses dois anos, mas o desastre serviu como forma de mostrar o tamanho da calamidade que já existia no país antes do terremoto, intensificando questões como a fome e a miséria. "Dois anos depois, o país está em um estado lamentável. Fala-se em reconstrução, mas resultados não são vistos", afirmou à agência EFE a dirigente feminista Danièle Magloire. Autoridades e diversos grupos representantes da população estão em consenso e afirmam que a recuperação do Haiti deve ser empreendida de outra forma, para que os sinais sejam mais visíveis.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

As grávidas do crack

A operação da Polícia Militar na cracolândia começa a trazer a tona inúmeros problemas que viviam escondido sob uma nuvem do medo que protegia traficantes e usuários. Crianças viciadas, dramas como o contado por Paulinho, dependente de crack da região da Cracolândia.

Mas, talvez o que mais assusta, se é que podemos dizer assim, são as mulheres grávidas que usam crack enquanto carregam seus filhos no ventre. Dados da polícia mostram que pelo menos 20 mulheres perambulam pela região.

São várias as histórias flagradas pelas câmeras da Folha.com. São várias as histórias que já passaram pelo local. São mulheres que engravidam muitas vezes sem saber o nome do pai e colocam no mundo crianças que nascem praticamente dentro do vício e sem uma identidade familiar, talvez até sem identidade pessoal. São mulheres que engravidaram após se prostituirem em troca de droga.

São mulheres como Lilian que, além de soropositiva, é viciada em crack e está grávida pela segunda vez. Ela está no nono mês de gravidez e frequenta a cracolândia. Sua outra filha tem dois anos e oito meses e mora com o irmão. Ou mulheres como Débora Cardoso, 28 anos, viciada em crack desde os 12 e grávida do quinto filho. Ela sonha ter uma carroça e catar papelão para juntar dinheiro, comprar um barraco e reunir os filhos.

São crianças que nascem prematuras, com defasagem motora e tantos outros males como sequelas neurológicas, hiperatividade, retardo mental e deficit de aprendizagem. Aliás, que aprendizagem? Afinal muitas delas talvez nem frequentem à escola e se o fizerem será por pouco tempo.

A reportagem da Folha de S.Paulo sobre o tema é impressionante e contém os resultados chocantes de um estudo realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Você pode conferir o texto completo clicando aqui (link disponível apenas para assinantes da Folha e do UOL).

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Cracolândia: o problema não vai acabar

Paulinho, dependente de crack da região da Cracolândia, deu um depoimento para o videorrepórter Mario Palhares. A sua história resume e representa as tantas histórias que o local possui.


O vídeo foi originalmente veiculado no site Observador Político.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Resultados da operação na Cracolândia são modestos

O Ministério Público de São Paulo considerou um desastre a operação na Cracolândia, argumentando que a ação ocorreu de forma desarticulada e sem sincronia entre a PM e secretarias municipais de Assistência Social e de Saúde.

Ao Último Minuto, Eduardo Valério, promotor de direitos humanos da divisão da inclusão social, afirmou que "tráfico de drogas é questão de polícia, dependente químico, não. Essa operação está servindo apenas para espalhar o problema pela cidade. Não acreditamos que essa operação vá acabar com o tráfico. Onde estiver o consumidor, estará o tráfico. Para eliminar o tráfico, é preciso um trabalho de inteligência".

Além de espalhar o problema e criar/aumentar outras cracolândias, a estrutura montada para receber os usuários que queiram se tratar por vontade própria não está sendo eficaz. O Jornal Agora acompanhou seis dependentes de crack levados em vans para a AMA (Assistência Médica Ambulatorial) Boracea. Dois deles conseguiram a internação. Os outro quatro esperaram sem sucesso por oito horas para que fossem transferidos para clínicas de tratamento. Logo depois voltaram para a cracolândia.

A operação originalmente ocorreria após a abertura do Complexo Prates, um centro de atendimento com capacidade para 1,2 mil usuários de drogas. Isso aconteceria em fevereiro. No sábado (7) o prefeito Gilberto Kassab havia negado essa tese e afirmou não saber que a ação tinha sido adiantada.

Enquanto isso, pequenos grupos de usuários vão em direção ao centro da capital e quando se juntam são dispersados pela polícia com bombas de efeito moral. Isso dá ao até então problema social um ar de guerra: agora serão quase 300 policiais, além de 117 carros, 26 motos e bicicletas, 40 cavalos, 12 cães farejadores e o helicóptero Águia.

Essa ação cada vez mais suntuosa teve resultado modesto: apreensão de 0,447kg de crack. Três mil abordagens policiais com 51 detidos, dos quais 28 eram foragidos. E do total de 788 abordagens de agentes da saúde, apenas 33 foram encaminhadas para serviços de saúde e outras 28 foram internadas.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PM x Estudante. Na USP. De novo!

A agressão de André Luiz Ferreira, sargento da Policial Militar, ao estudante da USP Nicolas Menezes Barreto é chocante. É desrespeitoso e abusivo o tratamento do policial com relação as jovem. As imagens deixam clara uma ação que pode ser facilmente colocada como abuso de autoridade. É como se, com a farda e o título de sargento, o profissional em questão se colocasse acima de qualquer julgamento, mas podendo julgar baseado em conceitos próprios.


Nas redes sociais, o policial ora é bandido e ora é herói. Alguns dos comentários incentivam o policial a "descer o porrete" no estudante. Mas o que fica claro é que o policial agrediu fisicamente o estudante que, apesar de tentar, não conseguiu conversar.

A questão vai além de qualquer preconceito e fere o direito individual. Nas palavras do coronel Wellington Venezian, comandante responsável pelo patrulhamento na USP, "não é o correto da PM" esse tipo de procedimento.

Pode se dizer ainda que não é muito  indicado a um policial tratar um cidadão (estudante ou não) com a violência que o vídeo mostra sem antes ter algum motivo para tal ação. Sem esquecer o saque da arma, que denota uma ação pura e simplesmente focada na intimidação que já provocou o afastamento do sargento e do outro policial que o acompanhava, além de uma sindicância para apurar o caso.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Cracolândia: drama dos dependentes continua

A ação realizada na cracolândia, em São Paulo, não garante que o problema vá ser exterminado de uma vez por todas. Após a ação os usuários que frequentam o local saem vagando pelas ruas da cidade, rumo a bairros próximos, outras cracolândias ou em direção ao nada.




É sem eficácia a destruição de um ponto de uso e tráfico pois a questão precisa de outras soluções. O combate e prevenção ao uso de drogas são duas delas e esse caminho passa, obrigatoriamente, pela educação. Prender traficantes também não é uma alternativa muito significante, pois eles são rapidamente substituídos.

O formato escolhido para essa operação tem um efeito já conhecido: o de espalhar usuários de crack. Eles migram para outros bairros formando novas cracolândias ou amentando as já existentes. Além disso, em muitos casos os usuários expulsos, que já não tem onde morar, agora ficam sem saber para onde ir e ficam a esmo, pedindo ajuda e dinheiro que será usado para comprar droga de outros traficantes. Após a migração, uma nova ação acontece para dispersar os usuários que foram para outros locais. E assim sucessivamente.

O comandante da operação justifica: a ação é dividida em fases. A próxima etapa é marcada pelo início dos trabalho de assistentes sociais e enfermeiros. Entretanto, até lá os usuários podem estar em qualquer ponto. Quem não tem para onde ir se instala em qualquer lugar. E surge um novo desafio: como encontrar essas pessoas?

A prefeitura afirma que há uma estrutura montada para receber os usuários que queiram se tratar por vontade própria. Mas, o prefeito Gilberto Kassab defende que convencer os viciados a aceitarem tratamento especializado para abandonar o uso das drogas é um desafio grande.

E se eles não quiserem tratamento continuarão nas ruas até a próxima cracolândia surgir em novo endereço.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Michel Teló e a cara da cultura brasileira

A Revista Época dessa semana traz uma matéria de 12 páginas sobre Michel Teló. A chamada de capa diz "Ele ainda vai te pegar". Não quero parecer rigorosamente intelectual, nem mesmo um chato. Mas o Michel Teló não vai me pegar muito menos considero que ele representa os "valores da cultura popular", como aponta a reportagem.

"Delícia, delícia" não é a tradução da música popular brasileira. Essa letra não fala nada ao público jovem, apenas coloca em discussão um valor já trabalhado por grupos como É O Tchan. Afirmar que isso é traduzir a cultura popular e usar o sertanejo como escudo é relegar a um terceiro ou quarto plano músicas como Tocando em Frente. É afirmar que Almir Sater ou até mesmo Sérgio Reis são dois ilustres desconhecidos.

Por outro lado, essa é uma tendência que vem de fora. As letras de Rihanna e Britney Spears, por exemplo, não ficam longe disso. Basta ver a tradução de qualquer canção delas. Parte disso é responsabilidade da industrialização musical, que exige um lançamento a cada estação. Nesse sentido, a canção cumpre seu papel pois qualquer um que ouça essa canção fica com seu refrão "grudado" na memória.

Numa escala menor, vários funks já cumpriram esse papel e Teló conseguiu ir além das fronteiras e foi pro mundo, com direito a versão em inglês. Para quem gosta, realmente deve ser motivo de orgulho ter uma "música chiclete" de origem nacional fazendo sucesso pelo mundo.

Talvez Michel Teló realmente represente um grupo, uma classe ou uma época. Mas afirmar que ele representa a cultura popular é desmerecer o trabalho de tantos outros que o precederam, não só no sertanejo como na MPB e até mesmo na música bahiana. É simplificar demais algo que é muito mais complexo e se arrasta há muito mais tempo que uma simples "fugidinha" ou um "psiu, beijo me liga".

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O individualismo do igual

Outro dia estava caminhando em um shopping com um amigo e tinha uma promoção que unia CD e DVD da Paula Fernandes a um preço no estilo dois por um. Ele parou para olhar e disse que precisava comprar, que adorava a voz dela e etc. Foi quando eu disse não me interessar pelo trabalho dela. Acredito que se confessasse ser autor de um crime hediondo o impacto seria menor.

Hoje em dia há uma necessidade de blindar o artista que admiramos. Criou-se até um termo que denota, de certa forma, uma carência e falta de valores e identidade: as "Famílias". Família Restart, Família Luan Santana... Particularmente sou da família "Vou Ligar Meu iTunes no Modo Aleatório Que Ganho Mais".

Somos forçados a gostar de tudo. Caso contrário, se optarmos pela neutralidade não se interessando por aquilo, o mundo te tacha de antiquado e antimodernista. Se optarmos pelo não gostar, as "famílias" se armam até os dentes e promovem ataques violentos e gratuitos nas redes sociais. Os revolucionários de sofá!

Apesar de clichê, somos livres para sermos e fazermos o que quisermos. Podemos gostar de qualquer coisa, mesmo que vá contra o que a maioria afirma ser o "lance do momento". Não precisamos seguir o fluxo da maioria para sermos felizes. Caso contrário, tem algo errado.

Afinal, se queremos tanto ser individualistas, por que queremos ser iguais aos outros?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O racismo nosso de cada dia

O Luis Nassif postou um texto de um dos leitores de seu blog contando o caso de um menino negro de seis anos e filho de um casal espanhol  que foi colocado do lado de fora de um restaurante. Ele foi confundido com jovens moradores de rua que vivem pedindo comida no estabelecimento.

A delegada que atendeu ao caso teria até pedido desculpas e que também os primos do autor do texto não levem uma impressão ruim do Brasil. Entretanto, devemos olhar essa questão do racismo de outra forma.

Inúmeras situações relacionadas ao preconceito racial acontecem por aí a ponto de podermos afirmar que isso é parte de uma normalidade absurda. E basta ser negro para sentir isso na pele. Não vou apelar para clichês que tratam o negro como sendo "da cor do pecado", deixando uma questão sexual enraizada em um preconceito racial que o coloca como puro e simples objeto sexual.

Dizem que quanto mais "escuro", mais se sofre. Por aí dizem que sou "moreno queimadinho de praia" (hã?), minha documentação afirma que sou "pardo" e mesmo sem saber ao certo o que sou (basta lembrar da miscigenação brasileira que dificulta e até impossibilita esse tipo de classificação), já sofri racismo. Vou contar dois casos pessoais e caso você conheça alguma história ou já tenha passado por alguma situação, use o sistema de comentários para contar.

Certa vez estava andando com um amigo, branco, e passamos por uma loja de tênis. Paramos por um instante para observar algo na vitrine e uma vendedora olhou-nos sem dar grande atenção. Seguimos nosso caminho e cinco minutos depois eu voltei, sozinho, e perguntei o preço de um modelo que vi e que fiquei interessado. A mesma vendedora ficou apavorada. Era visível o medo que ela sentia. Logo meu amigo voltou, viu que estava dentro da loja, entrou e pude perceber que ela ficou mais aliviada.

Na ocasião estávamos trajados como qualquer jovem de classe média em uma cidade litorânea: camisa, bermuda e tênis. Não sei qual segurança ela teve ao perceber meu amigo, branco, dentro da loja. E se fosse só meu amigo, branco, que entrasse na loja?

Porém, a questão da vestimenta não influi muito quando o assunto é racismo. A cor da pele fala mais alto seja qual for a situação. De outra feita, fui atravessar uma rua de grande movimento e uma senhora do meu lado falava com a filha. Esta senhora foi pegar o celular, segurou no braço da filha, se afastou, me olhou e fez sinal para a filha me apontando como se fosse uma ameaça à segurança delas. Na ocasião estava trajando camisa polo preta bem passada, calça jeans e sapatos bem engraxados.

Além disso, uma amiga sempre é confundida como funcionária de qualquer loja: seja do supermercado, farmácia ou loja de roupa. E não importa a vestimenta que ela usa. Certa vez ela estava ao lado de uma funcionária devidamente uniformizada e uma mulher quis falar com minha amiga como se ela fosse a responsável pelo arrumação da prateleira.

O caso citado no início é mais um que ilustra uma triste realidade: o negro sempre é colocado como bandido, objeto sexual, pedinte, marginal. E isso acontece todo dia e envolve até mesmo parentes e amigos. Mesmo sabendo que pouco mais da metade da nossa população (50,3%) se declara da cor/raça parda ou preta, segundo dados de 2010 do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). São quase 96 milhões de pessoas que podem ser vítimas desse tipo de situação em padarias, lojas e esquinas.

Temos que olhar para dentro da nossa casa, o Brasil, e percebermos que o problema é nosso e causa transtornos diariamente para milhares de pessoas. Afinal, tão importante quanto cuidar para os estrangeiros não levarem uma impressão ruim do nosso país, temos de ter atenção para não causar uma imagem negativa em quem já está aqui, evitando a sensação de "normalidade" que o assunto ganha muitas vezes.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Jogos Olímpicos e aniversário da rainha devem estimular economia britânica

David Cameron aposta em recuperação do Reino Unido 
Pelo menos é o que espera o primeiro-ministro britânico, David Cameron. Ele afirmou no seu discurso de ano-novo que o Reino Unido está disposto a fazer mais pela recuperação econômica e que os dois eventos serão usados para mostrar que o país pode se mostrar forte frente a crise.

Vale lembrar que a previsão de crescimento da economia do Reino Unido foi reduzida para 0,9% em 2011 e 0,7% para 2012.

De acordo com o premiê, "nós precisamos fazer mais para levar nossa economia de volta à saúde. Portanto, delineamos grandes planos para a transformação da nossa infraestrutura, começando agora, com melhores estradas e ferrovias, banda larga super-rápida e novas moradias. (...) Esse será o ano em que o Reino Unido verá o mundo, e o mundo verá o Reino Unido. Este deve ser o ano em que iremos longe, o ano em que o governo de coalizão que eu lidero fará tudo que for preciso para dar força ao nosso país".

(com informações da Agência Estado e Veja.com)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Rumos da economia para 2012

O ano acabou de começar e novos desafios já despontam para a presidente Dilma Rousseff. Ela quer turbinar os programas sociais e vencer a crise econômica.

E o novo ano promete ser bastante difícil para a área econômica. As perspectivas para 2012 são analisadas por especialistas em artigos do jornal Estadão.

Vale a pena conferir.




Bem-vindos ao Espaço Livre

Olá!

Este é o Espaço Livre: um blog para informar e emitir opinião.

Por aqui vamos falar das questões socioeconômicas através de artigos, análises, entrevistas, notícias comentadas, indicação comentada de reportagens e muito mais.

Além disso, traremos dicas de livros para você entender mais sobre esses assuntos.

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Sejam bem vindos e até o próximo post!