Esportes olímpicos
Mesmo com medalhas e reconhecimento, esportista olímpico também tem que pedir esmola para conseguir treinar no Brasil.
Salve Jorge
A novela de Glória Perez ainda sofre com a saudade de parte do público das aventuras e brigas de Carminha e Nina em Avenida Brasil.
O dia em que o metrô sorriu
Era daqueles dias em que se está pronto para matar ou morrer, tudo para conseguir um espaço, um assento ou uma passagem.
Biografia definitiva?
As pedras do meio do caminho, vividas pelo biografado, são instantes que a vida capta e transpõe para ações possíveis de serem contadas.
Demissões de jornalistas
Ninguém quer perder uma equipe de profissionais competentes e alguém tem que fazer o papel de advogado do diabo.
domingo, 19 de maio de 2013
Você é o que come
segunda-feira, 13 de maio de 2013
O exercício do óbvio
A solução "melhorar a educação", por exemplo, não tem nenhum efeito de curto e médio prazo sobre o problema da violência no Brasil. É fundamental para as próximas gerações, mas não resolve a crise. Não sou expert no tema segurança (embora isso seja discutível, pois quem nos colocou na situação de hoje foram exatamente os expérrrtos, não é?), mas imaginei algumas ações para um PAI - PLANO DE AÇÃO IMEDIATA PARA COMBATER A VIOLÊNCIA URBANA. São ideias que surgem agora, sem ordem de importância e sem mergulhar fundo no assunto, especialmente nas questões filosóficas e ideológicas. Alguém dirá que são óbvias. Outros que são coisa de reacionário. Pois é...
Ações de efeito IMEDIATO. Deixa eu repetir: de efeito IMEDIATO. Lá vão.
- Redução da maioridade penal. Por mim seria de 12 anos de idade, ou nem teria uma idade definida. Cada caso será um caso, julgado conforme as circunstâncias. O objetivo principal é dificultar que os “maiores” usem os “menores” como válvula de escape.
- Privatização do sistema prisional. Com uma proposta generosa que garanta um bom retorno a quem investir nas penitenciárias. Mesmo que o custo monetário seja superior ao atual, valerá a pena diante do custo social que não contabilizamos hoje. Penitenciárias modernas, cabendo ao governo a função de fiscalizar o sistema.
- Combate ao tráfico de armas. É uma vergonha o que acontece hoje. Essa é uma função do governo que simplesmente não é cumprida por não ser considerada prioritária e talvez por ferir alguns interesses econômicos.
- Para as polícias: melhoria salarial, equipamentos de primeira linha, sistema de recrutamento e seleção eficiente e moderno. Ah, não tem dinheiro pra isso? Mas R$ 40 bilhões pra Copa do Mundo tem, né?
- Uma limpa no corpo policial e no judiciário, caçando impiedosamente os elementos corruptos.
- Implantação da política de Tolerância Zero nas áreas de maior índice de criminalidade. Não sabe como? Contrate uma consultoria com Rudolph Giuliani e a turma de Nova Iorque.
- Uma agressiva campanha de comunicação, criada e implementada pelo marqueteiro do PT, João Santana, para acabar com a imagem de que a policia é contra os pobres e oprimidos. A campanha combaterá o viés ideológico e motivará a população a trabalhar em conjunto com a polícia.
Putz... Mas que coleção de obviedades. Pois é. Mas se é tão óbvio, por que não fazemos?
Sete sugestões de AÇÕES DE CURTO PRAZO (entendeu? EFEITO IMEDIATO) que surgiram assim, na hora, sem muito pensar a respeito, baseadas apenas no bom senso. Daria pra colocar muitas mais, e você deve ter outras. Que tal escrever na área de comentários suas sugestões? Resista à tentação de fazer um comentário me xingando de ignorante ou reacionário. Em vez disso tente colocar argumentos e alternativas para enfrentar a crise.
Não xingue, argumente. Sei que é difícil, mas só assim o mundo anda.
domingo, 12 de maio de 2013
A arte de desligar
quarta-feira, 8 de maio de 2013
O que fazer após a Copa do Mundo e as Olimpíadas?
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| O que vai ser da Arena da Amazônia? (Foto: Divulgação) |
POR JULIANA VIEIRA*
O Brasil se prepara para receber os dois maiores eventos esportivos do mundo: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O governo brasileiro gasta uma montanha de dinheiro para se adequar às exigências para sediar as competições. Não há dúvidas que o brasileiro vai aproveitar como ninguém os trinta dias da Copa e dos jogos olímpicos, mas e depois? O que fazer com os investimentos e instalações quando tudo estiver terminado?
O próprio ministro do Turismo, Gastão Vieira, afirmou, no mês passado, que o maior desafio do Brasil será administrar e manter a herança que será deixada pelos eventos dos próximos anos. Apesar das obras dos aeroportos das 12 cidades-sede da Copa do Mundo não terem terminado as melhorias e talvez não terminarem até a data limite, três bilhões de reais foram empregados nas obras e a capacidade de receber turistas aumentará.
Porém, será que o país está preparado e se planejando para manter o interesse turístico após as seleções e os atletas voltarem para seus lugares de origem? O Rio de Janeiro é conhecido internacionalmente pelo lindo calçadão de Copacabana, mas também pelo alto índice de criminalidade, assim como outras cidades que sediarão a Copa do Mundo. Nos dias de jogos e competições, os municípios vão receber reforço de segurança, e, provavelmente, poucos casos graves de violência devem acontecer com o público. O desafio será manter a boa imagem do Brasil depois.
A pouco mais de um ano para o início da Copa do Mundo, os noticiários estão lotados de crimes: estupros dentro de transporte público, mortes após assaltos e discussões, sem falar dos assassinatos sem causas esclarecidas. Segundo Vieira, houve aumento de 11% de turistas brasileiros em 2012, em relação ao ano anterior, mas afirmou que “compete ao Ministério do Turismo manter esses aeroportos cheios, com uma quantidade enorme de passageiros quando esses eventos acabarem”.
Estádios como o Macaranã, Itaquerão, Arena da Baixada serão aproveitados após o uso, já que os grandes clube do Rio de Janeiro, o Corinthians e Atlético Paranaense estão acostumados a lotarem as arquibancadas em seus jogos, mas a Arena da Amazônia terá capacidade para mais de 25 mil torcedores, quando na realidade do futebol amazonense colocar dois mil torcedores no estádio é uma glória, então, quem vai utilizar a instalação que está custando para o bolso brasileiro cerca de 550 milhões de reais?
O ministro de Turismo está certo ao afirmar que será papel do ministério manter os aeroportos cheios de turistas, mas a responsabilidade do governo não para por aí. Ele também terá que utilizar os estádios e centros esportivos que serão construídos para as Olimpíadas e ajudar na evolução do esporte brasileiro.
*Juliana Vieira é jornalista

