Esportes olímpicos

Mesmo com medalhas e reconhecimento, esportista olímpico também tem que pedir esmola para conseguir treinar no Brasil.

Salve Jorge

A novela de Glória Perez ainda sofre com a saudade de parte do público das aventuras e brigas de Carminha e Nina em Avenida Brasil.

O dia em que o metrô sorriu

Era daqueles dias em que se está pronto para matar ou morrer, tudo para conseguir um espaço, um assento ou uma passagem.

Biografia definitiva?

As pedras do meio do caminho, vividas pelo biografado, são instantes que a vida capta e transpõe para ações possíveis de serem contadas.

Demissões de jornalistas

Ninguém quer perder uma equipe de profissionais competentes e alguém tem que fazer o papel de advogado do diabo.

domingo, 19 de maio de 2013

Você é o que come


POR PAULA LIRA*

Não tem jeito. A gente só percebe que a coisa está feia, quando nos vemos rolando do topo de uma escada. Não literalmente, mas sabe aquele momento em que você se sente redonda a ponto de explodir. Retenção de líquido, inchaço, tpm ou gordura mesmo. A verdade é que essa sensação é tão real, que se tem vontade de ir correndo para a academia ou decretar que nunca mais irá comer na vida.

É fato, que o Brasil está aos poucos se tornando um “país com excesso de peso”, para não dizer “gordo” e de acordo com os dados do IBGE 50,1% dos homens e 48% das mulheres estão acima do peso. Junto com todos esses quilos vêm o colesterol, a diabetes, os problemas cardíacos, além do risco de um acidente vascular cerebral (AVC). Culpe a falta de tempo e de recursos, mas confesse: quem não se acostuma com uma refeição rápida e suculenta? Culpe a preguiça crônica, o sono eterno, o trabalho bendito ou chefe bacana. Mas a realidade é que é você, e apenas você que escolhe o que e o quanto comer. E se as nossas escolhas definem o que nós somos... Então você é o que come!

Os otimistas pensarão “Ui então sou bem gostoso e suculento, irresistível até!”. No entanto, muitas vezes nos esquecemos que aquele pneuzinho que tanto nos incomoda não atrapalha só os seus planos de usar aquela blusinha branca de cetim, o seu jeans preferido ou a saia longa elegante, mas principalmente a sua saúde física e mental. Primeiro vem o cansaço, depois a falta de disposição, e o sonho de começar aquela aula de zumba fitness ou o treino puxado na esteira começa a ficar cada vez mais longe.

Todo mundo tem o seu momento de renovação e mudança, que vem das mais diferentes formas. Pode ser no topo da escadaria, quando as roupas não entram mais ou quando se tem a descoberta de seus verdadeiros quilos. A balança. Tão amiga e confiável, que pode levar lágrimas aos seus olhos, principalmente, quando se fica muito tempo sem visitá-la. Esse é claro, foi o meu caso. Mas o que eu poderia esperar depois de meses comendo todas as opções de comida congelada e macarrão instantâneo?

O nosso tão companheiro sal, que está presente do refrigerante ao shampoo, é composição obrigatória desses produtos industrializados, junto com todos os seus corantes e conservantes, ajuda a aumentar a pressão e a reter líquidos, e até causando reações alérgicas, nos deixando a cada dia, mais parecidos com a bolha assassina. (quem se lembra do filme?)

Quando se chega nesse nível de percepção só resta um caminho a seguir: exercícios físicos, reeducação alimentar – nada daquelas dietas que aparecem nas revistas-, exames médicos e muita, mas muita força de vontade e disciplina. Se não encarar como o fim do mundo e conseguir voltar à calma toda vez que estiver se desesperando ao ponto de atacar o funcionário do Mc, as mudanças de hábitos poderão se tornar divertidas, e poderá até dizer que “Ui sou gostoso, suculento, irresistível, mas acima de tudo, saudável!”

Paula Lira é jornalista*

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O exercício do óbvio


Vamos começar esta semana com uma proposta de exercício de obviedade. Sim, eu sei, parece estranho. Mais estranho é o fato de que as pessoas ignoram coisas muito óbvias. Deixa eu contextualizar:
Qualquer pessoa que já lidou com planejamento estratégico sabe que existem medidas a serem tomadas em situações de crise. Por exemplo, 50 mil assassinatos por ano no Brasil. Se isso não é crise, o que será? Quando topamos com um problema assim, é necessário elaborar um PAI- PLANO DE AÇÃO IMEDIATA, composto de ações que têm efeito imediato para enfrentar a crise. Em paralelo, começam a ser colocadas em prática as ações de médio e longo prazos.

A solução "melhorar a educação", por exemplo, não tem nenhum efeito de curto e médio prazo sobre o problema da violência no Brasil. É fundamental para as próximas gerações, mas não resolve a crise. Não sou expert no tema segurança (embora isso seja discutível, pois quem nos colocou na situação de hoje foram exatamente os expérrrtos, não é?), mas imaginei algumas ações para um PAI - PLANO DE AÇÃO IMEDIATA PARA COMBATER A VIOLÊNCIA URBANA. São ideias que surgem agora, sem ordem de importância e sem mergulhar fundo no assunto, especialmente nas questões filosóficas e ideológicas. Alguém dirá que são óbvias. Outros que são coisa de reacionário. Pois é...

Ações de efeito IMEDIATO. Deixa eu repetir: de efeito IMEDIATO. Lá vão.

- Redução da maioridade penal. Por mim seria de 12 anos de idade, ou nem teria uma idade definida. Cada caso será um caso, julgado conforme as circunstâncias. O objetivo principal é dificultar que os “maiores” usem os “menores” como válvula de escape.

- Privatização do sistema prisional. Com uma proposta generosa que garanta um bom retorno a quem investir nas penitenciárias. Mesmo que o custo monetário seja superior ao atual, valerá a pena diante do custo social que não contabilizamos hoje. Penitenciárias modernas, cabendo ao governo a função de fiscalizar o sistema.

- Combate ao tráfico de armas. É uma vergonha o que acontece hoje. Essa é uma função do governo que simplesmente não é cumprida por não ser considerada prioritária e talvez por ferir alguns interesses econômicos.

- Para as polícias: melhoria salarial, equipamentos de primeira linha, sistema de recrutamento e seleção eficiente e moderno. Ah, não tem dinheiro pra isso? Mas R$ 40 bilhões pra Copa do Mundo tem, né?

- Uma limpa no corpo policial e no judiciário, caçando impiedosamente os elementos corruptos.

- Implantação da política de Tolerância Zero nas áreas de maior índice de criminalidade. Não sabe como? Contrate uma consultoria com Rudolph Giuliani e a turma de Nova Iorque.

- Uma agressiva campanha de comunicação, criada e implementada pelo marqueteiro do PT, João Santana, para acabar com a imagem de que a policia é contra os pobres e oprimidos. A campanha combaterá o viés ideológico e motivará a população a trabalhar em conjunto com a polícia.

Putz... Mas que coleção de obviedades. Pois é. Mas se é tão óbvio, por que não fazemos?

Sete sugestões de AÇÕES DE CURTO PRAZO (entendeu? EFEITO IMEDIATO) que surgiram assim, na hora, sem muito pensar a respeito, baseadas apenas no bom senso. Daria pra colocar muitas mais, e você deve ter outras. Que tal escrever na área de comentários suas sugestões? Resista à tentação de fazer um comentário me xingando de ignorante ou reacionário. Em vez disso tente colocar argumentos e alternativas para enfrentar a crise.

Não xingue, argumente. Sei que é difícil, mas só assim o mundo anda.