Tanto a religião quanto o respeito ao ser humano, independente de qualquer coisa e isso inclui o sexo do indivíduo que é levado para a cama, são temas recorrentes e deveriam ser debatidos com força e diálogo. Entretanto, um evento parece brigar com o outro. São, digamos, filosofias diferentes que não medem esforços para chocar o outro. Tudo se torna uma briga infantil, onde uma quer mostrar que pode mais que a outra.
O motivo? Não sabemos. Talvez o ego latente que faz inflar o peito e dizer aos seguidores/simpatizantes: "eu lutei em nosso nome, defendi os nossos direitos. Agora votem em mim".
Na prática não existe uma verdade que justifica essas ações. Parece uma arraigada busca por holofotes e 15 minutos de fama. Por causa disso, já é bastante comum ligarmos a televisão e vermos um desses telepregadores criticando os gays que vão para o twitter ou para as ruas e por fim realizam uma protesto que é respondido por outro organizado por esses pastores-celebridade.
Na verdade, tanto a parada quanto a marcha tem erros graves quando relacionamos o conceito e a prática. A marcha para Jesus se refere a um personagem histórico que pregou o amor e a paz. Porém, ela é proposta por pessoas que pregam o preconceito.
Por outro lado, a parada gay pede respeito e igualdade. Entretanto, ataca os valores de forma um tanto violenta e promove uma festa com forte teor sexual que crianças, jovens, adultos, vovôs e vovós assistem de suas varandas e janelas. Pouca ou nenhuma roupa, sexo em público, drogas e muita música e reivindicação política quase nula.
Se ambas as organizações querem respeito, deveriam seguir a fundo o que é proposto no conceito original do trabalho. Isso não acontece e com certeza nos próximos anos não vai acontecer. Fica simplesmente o choque pelo choque e o combate pelo combate.
